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Câmara de Cascais reafirma vontade de adquirir Autódromo do Estoril

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/05/2017 Hugo Monteiro
© Global Imagens

Presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras (PSD), reafirmou a vontade de adquirir o Autódromo do Estoril.

O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras (PSD), reafirmou a vontade de adquirir o Autódromo do Estoril, frisando que só a autarquia "tem a capacidade de resolver" a falta de licenças daquela infraestrutura. "O que tínhamos consciência, razão pela qual nos propusemos a comprar o autódromo, foi que havia ali problemas de terreno que só a câmara de facto é que tem capacidade de resolver todo aquele imbróglio", disse o autarca à Lusa.

Carlos Carreiras falava na sequência da notícia publicada pelo jornal Público, segundo a qual o Autódromo do Estoril "foi edificado sem licença de construção, não tem licença de utilização" e, quando foi construído, ocupou terrenos municipais e privados.

Segundo o presidente, "quer o Governo quer a Parpública -- Sociedade Gestora de Participações do Estado - sabem dessa intenção [de compra]. Mudou o governo, reafirmámos [a intenção] com o atual Governo e até hoje não tem havido disponibilidade para nos sentarmos e estudarmos soluções alternativas".

Afirmando saber que o Autódromo foi construído em terrenos municipais e em alguns particulares, o autarca admitiu desconhecer a questão das licenças.

"A questão dos licenciamentos não sabíamos. O problema do imbróglio dos terrenos era do nosso conhecimento", afirmou.

A Câmara de Cascais tentou em 2015 adquirir a empresa que detém o autódromo, mas o Tribunal de Contas entendeu que não se podia avançar com a compra e inviabilizou o negócio.

No entanto, "não fechou a porta a que se pudesse comprar o património e é essa intenção que nós mantemos", disse Carlos Carreiras.

Com a compra daquela infraestrutura, o presidente da Câmara de Cascais quer avançar com uma "estratégia integrada na gestão" de todos os grandes equipamentos que existem no concelho.

"Não há nenhum local que conheçamos a nível mundial que tenha as características de ter a proximidade que [o autódromo] tem a uma capital europeia e depois, num raio muito curto, ter todo um conjunto de equipamentos como é o aeródromo, a marina, o hipódromo, campos de golfe, um parque natural e muitos equipamentos de qualidade a nível hoteleiro. Faz ter uma diferenciação positiva em relação a muitos outros locais a nível mundial", frisou o autarca.

Carlos Carreiras acredita que uma "estratégia integrada na gestão de todos estes equipamentos permite ter ganhos para Cascais e para o país".

O presidente da câmara defende que aquela infraestrutura deve manter a sua vocação nos desportos motorizados, mas considera que "deve ser utilizada em outras situações".

Nesse sentido, se comprar o Autódromo, a autarquia pretende fazer acordos com as federações do desporto automóvel, mas também idealiza tornar aquele equipamento num "hotel de carros clássicos, onde cada proprietário pode lá ter o seu veículo, sabe que é mantido, sabe que é cuidado e paga por isso".

"Há procura nacional e internacional", frisou.

Uma escola de segurança rodoviária é outros dos projetos que defende, bem como a aposta no ensino técnico-profissional "porque há nichos de oportunidade grandes nesta matéria, porque há pouca oferta a nível mundial, especialmente no ramo mais específico dos clássicos", afirmou.

Quando tentou comprar o Autódromo em 2015, o valor em cima da mesa rondava os cinco milhões de euros, contudo, o autarca acredita que agora "deverá ser inferior porque tudo o que supostamente estão a vender não é propriedade deles".

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