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Câmara de Lisboa cessa contrato com privados por fraca adesão a parque aventura

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/07/2017 Administrator

A Câmara de Lisboa discute na quinta-feira a "cessação imediata" de um contrato celebrado em 2012 com uma empresa privada para criação de um parque aventura na Quinta do Narigão, em Alvalade, devido à "fraca adesão" dos munícipes.

A proposta assinada pelo vereador da Estrutura Verde, José Sá Fernandes, dá conta de que o contrato assinado em 18 de dezembro de 2012 entre o município e a Van Veggel -- Campos de Ténis de Lisboa visava a construção de um "conjunto de equipamentos de desporto e aventura", entre os quais pista de slide, circuito de obstáculos elevados e duas pistas de Down Hill.

Ao mesmo tempo, a empresa ficou encarregue de colocar instalações sanitárias e de receção, de construir miradouros e um caminho público, de instalar iluminação e ainda de criar lugares de estacionamento.

Quanto à exploração, a Van Veggel ficou responsável pela exploração da pista de slide e do circuito de obstáculos elevados.

"Sucede que, não obstante as intervenções realizadas na Quinta do Narigão com o intuito de tornar o local mais apelativo e acessível, verificou-se, desde o início, uma fraca adesão por parte do público à utilização daqueles equipamentos de desporto e aventura, por razões relacionadas com o sentimento de insegurança relativamente ao local em que se encontram inseridos", aponta José Sá Fernandes.

Isso condicionou a "procura destes equipamentos por parte de potenciais utilizadores e, por conseguinte, a viabilidade financeira da sua exploração, num ciclo vicioso entre a falta de utilização/funcionamento dos equipamentos e os sinais de abandono e deterioração dos mesmos", acrescenta.

Segundo o autarca, a empresa reconheceu "dificuldade na manutenção em funcionamento dos equipamentos em apreço", também "em virtude dos atos de vandalismo de que são alvo".

Por essa razão, e "de modo a travar a degradação dos equipamentos existentes na Quinta do Narigão, mas também de modo a garantir que a população não deixa de fruir de um espaço com elevado potencial lúdico e de lazer", o autarca propõe a cessação do contrato.

Por outro lado, José Sá Fernandes revela que a Associação de Escoteiros de Portugal (AEP) manifestou junto da Junta de Freguesia de Alvalade o seu "interesse e disponibilidade" para dinamizar a Quinta do Narigão.

Frisando que a AEP conhece o local, "as vicissitudes da sua utilização e as dificuldades na gestão dos equipamentos existentes", o vereador propõe a celebração de um contrato com esta associação e com a Junta de Alvalade, de forma a dotar a Quinta do Narigão de "projetos, programas e de atividades físicas e de contacto com a natureza, em particular da prática do escotismo, com especial enfoque [...] na fruição dos espaços verdes".

Tais iniciativas serão "destinadas aos associados da AEP e à população em geral", adianta.

Os espaços serão cedidos a título experimental.

O Parque Aventura da Quinta do Narigão, que abrange 8,5 hectares de terreno, abriu ao público em maio de 2014.

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