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Câmara de Lisboa toma posse na quinta-feira mas executivo ainda "é surpresa"

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Administrator

Os vereadores da Câmara Municipal de Lisboa assumem funções na quinta-feira, numa cerimónia que irá decorrer na Praça do Município, mas ainda "é surpresa" se foram estabelecidos acordos para a maioria e quais os pelouros de cada eleito.

O PS ganhou as eleições para a Câmara de Lisboa, com 42,02% dos votos, mas não conseguiu manter a maioria absoluta obtida por António Costa, ficando com oito vereadores, menos três do que em 2013.

Já o CDS-PP elegeu quatro vereadores (ganha três), o PSD obteve dois mandatos (perde um), a CDU mantém os dois eleitos e o Bloco de Esquerda conseguiu eleger um vereador.

Com um executivo de 17 eleitos, o PS necessitaria de mais um vereador para ter maioria.

Desde que se disputaram as autárquicas, a 01 de outubro, que o PS e o BE se mostraram disponíveis para chegarem a um acordo, tendo os bloquistas chegado a confirmar "conversações" com Fernando Medina.

Quanto ao PCP, apesar de o secretário-geral ter recusado qualquer acordo pós-eleitoral na autarquia de Lisboa, embora mantendo uma postura construtiva, a direção de Lisboa sublinhou hoje que esta força política se encontra disponível para "convergências pontuais" na Câmara Municipal, no sentido de contribuir para "resolver os problemas" da capital.

Questionado hoje pela agência Lusa se já foi celebrado algum acordo, Fernando Medina escusou-se a tecer qualquer comentário, dizendo apenas que "é surpresa".

Também o vereador eleito pelo BE, Ricardo Robles, não adiantou qualquer informação a este respeito, apontando que "não existem novidades nenhumas".

De acordo com informação constante no 'site' da Assembleia Municipal, o executivo será composto por Fernando Medina (presidente), Duarte Cordeiro, Paula Marques, Manuel Salgado, João Paulo Saraiva, Catarina Vaz Pinto, José Sá Fernandes e Miguel Gaspar, mas ainda não são conhecidas as pastas que assumirão.

Da equipa que tomará posse, apenas Miguel Gaspar (deputado municipal no mandato que agora cessa) não fazia já parte do executivo.

A tomada de posse dos 17 vereadores e 75 deputados municipais (51 eleitos diretamente e 24 presidentes das Juntas de Freguesia, deputados por inerência) está marcada para as 17:00 e será uma cerimónia aberta à população.

Após a tomada de posse, a Assembleia Municipal reúne-se para a eleição da mesa, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, que também será um ato público.

Questionado pela Lusa sobre as expectativas para o próximo mandato, o vereador Carlos Moura afirmou que o PCP "não irá mudar a postura que teve até aqui", mas "não tem posições fechadas", pelo que irá "aprovar o que seja a favor dos trabalhadores e munícipes e travar o que não se contribua para esse objetivo".

Já o bloquista Ricardo Robles adiantou que o "mandato vai ser concentrado nas questões abordadas na campanha, os transportes, habitação e transparência", e que o partido quer "chegar a 2021 e ter a convicção de que a cidade mudou nestes aspetos".

João Gonçalves Pereira, do CDS-PP, adiantou que a "cidade pode contar com uma fiscalização atenta parte do CDS e com disponibilidade construtiva, como fez nos últimos quatro anos", na esperança "que exista mais bom senso por parte da Câmara".

Por seu turno, a vereadora social-democrata Teresa Leal Coelho considerou que as expectativas passam por "avançar com um conjunto de projetos no âmbito do programa" apresentado durante a campanha eleitoral, especialmente no âmbito da habitação, passando pelo "condicionamento do executivo no que diz respeito à contínua venda de património em hasta pública".

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