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Câmara de Odemira lança plano estratégico de valorização do rio Mira

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/07/2017 Administrator

A Câmara de Odemira está a preparar uma estratégia para valorizar o rio Mira e o seu aproveitamento turístico, potenciando aspetos arqueológicos, geológicos e biológicos do plano de água que liga o interior do concelho ao litoral.

"O rio Mira oferece-nos condições que já vão sendo exploradas, mas há mais por explorar", disse hoje à agência Lusa o presidente do município, José Alberto Guerreiro, referindo-se a valores arqueológicos, geológicos e biológicos, bem como de utilização do próprio plano de água.

Para o autarca, o rio, que atravessa o concelho de Odemira, no distrito de Beja, entre a barragem de Santa Clara, no interior, e a foz, em Vila Nova de Milfontes, "pode e deve ser aproveitado como uma vertente de valorização turística" e isso é também contemplado no Plano Estratégico e Operacional de Valorização do Rio Mira que o município está a criar.

Embora esteja ainda em "preparação", a estratégia inclui "algumas componentes" de investimento que já estão "em implementação".

É o caso da criação de estruturas da primeira praia fluvial criada pelo município na barragem de Santa Clara, que inclui sanitários e estacionamento, e que este ano hasteou a Bandeira Azul.

Outro exemplo são os trabalhos de desassoreamento da foz do rio, em Vila Nova de Milfontes, com reposição de areia na praia da Franquia, uma empreitada que está a decorrer, promovida pela sociedade Polis Litoral Sudoeste.

"Há um conjunto de propostas de investimento que, de uma forma articulada, têm por base dois grandes aspetos, a utilização do recurso, mas ao mesmo tempo a sua preservação e inclusivamente a sua valorização e, se possível, o reforço das condições ambientais", destacou José Alberto Guerreiro.

O planeamento estratégico, pensado a "médio prazo", procura ainda facilitar o enquadramento de candidaturas de projetos de investimento a fundos comunitários, e pretende também criar condições de atração para "investimentos privados".

"Os investimentos públicos estão associados a este plano, além de alguns investimentos privados, designadamente junto à foz do rio e também em Santa Clara e em Odemira", adiantou o autarca, que exemplificou com a "melhoria de elementos de apoio", como "as condições de atracagem no cais da Casa Branca" e também na vila de Odemira.

Embora a estratégia agora em preparação seja resultado de "um trabalho que começou em 2010", só recentemente "ganhou mais consistência", após terem sido "ultrapassadas várias dificuldades de articulação com entidades do Estado" com jurisdição no território abrangido.

"A proposta tem elementos que estão fundamentados, não só no plano estratégico da barragem, como nos planos de ordenamento, no Plano da Bacia do Mira, e também no Plano de Ordenamento da Orla Costeira e no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina", especificou.

O rio Mira nasce na Serra do Caldeirão e serpenteia por mais de cem quilómetros, no sentido sul/norte, entre montes e planícies alentejanos, entrando no concelho de Odemira pelo interior, na barragem de Santa Clara, até se encontrar com o mar, em Vila Nova de Milfontes.

O Plano Estratégico e Operacional de Valorização do Rio Mira, que está em fase de recolha contributos antes de ser finalizado, até ao final do ano, vai ser apresentado publicamente no sábado, às 15:00, durante a Feira das Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira (FACECO), em São Teotónio.

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