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Cabo Verde aposta em melhorar fornecimento de água e uso racional de energias

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/09/2017 Administrator

Cabo Verde começou hoje a recolher subsídios para implementar, no próximo ano, um projeto para melhorar o fornecimento e abastecimento de água e fazer o uso racional das energias renováveis no país.

O projeto "Acesso a Energia Sustentável para a Gestão dos Recursos Hídricos: Nexo Energia - Água" tem orçamento de oito milhões de dólares, sendo 70% do financiamento de Cabo Verde e o restante do Fundo Global do Ambiente (GEF, sigla em inglês).

Em declarações à agência Lusa, na cidade da Praia, durante um workshop para apresentar o projeto, o consultor cabo-verdiano Heleno Sanches referiu que a ideia surgiu por causa dos "custos enormes" de energia para transporte de água.

O consultor informou que em Cabo Verde o peso da energia no custo total da produção da água ronda os 50%, o que é considerado "extremamente elevado".

Por isso, disse que a ideia é "associar" as políticas de água às de energia para resolver alguns "problemas de base" ligados à distribuição da água, bem como promover o diálogo entre as instituições responsáveis pelos dois setores.

"Ou seja, até então, não há uma ligação entre esses dois setores na fase de concessão, discussão e implementação dos projetos e, por vezes, após a implementação, há certos constrangimentos que não foram mitigados inicialmente porque os projetos são isolados", notou.

O consultor salientou, por isso, ser "crucial e extremamente importante" pensar na questão energética na hora de se implementar projetos ligados à mobilização de recursos hídricos.

"O que iremos promover agora é uma discussão para, aquando da montagem de projetos ligados à mobilização de recursos hídricos, tenha-se atenção especial à questão energética, para que o problema não venha a aparecer de forma imprevista", salientou.

Heleno Sanches disse que, ao ser implementado, o projeto vai ser uma mais-valia para o país, que é vulnerável às mudanças climáticas, onde chove pouco, os recursos do subsolo (água) tendem a reduzir e aumenta a população, o consumo e os investimentos.

Por isso, notou que a água será um recurso cada vez mais escasso, pelo que a solução será apostar ainda mais na dessalinização.

"Um dos objetivos é reduzir os custos de investimentos, que é um dos grandes constrangimentos na implementação de projetos de energias renováveis", prosseguiu, considerando que se o país conseguir associar projetos de mobilização de energias renováveis aos de recursos hídricos, as pessoas irão obter água a um preço mais acessível.

O consultor avançou alguns benefícios ambientais do projeto, como a redução da emissão dos gases de efeitos de estufa, a melhoria na acessibilidade de água e energia e redução da dependência do país dos recursos fósseis.

Cabo Verde pretende ainda criar uma rede de empresas e serviços ligados aos setores de água e energia, mas, para isso, Heleno Sanches considerou que o país precisa criar também mecanismos de financiamento a nível internacional, com fundos e/ou linhas de crédito.

O consultor nacional da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), que prestará assistência técnica, disse que o projeto está em fase de recolha de subsídios e até fevereiro de 2018 deverá ser elaborado um documento para aprovação do GEF.

Heleno Sanches indicou que será nesse documento onde irão constar, entre outras, as ações de sensibilização e formação a serem realizadas, bem como os beneficiários do projeto, que deverá ser implementado no decorrer do próximo ano.

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