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Cabo Verde aprova até final do ano metas de combate à desertificação e degradação da terra

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/09/2017 Administrator

Cabo Verde vai aprovar, até final do ano, as suas metas de combate à desertificação e degradação dos solos, disse hoje o ministro da Agricultura e Ambiente, adiantando que depois será elaborado um projeto de atuação neste domínio.

Gilberto Silva adiantou que esta é uma das medidas saídas de um conjunto de encontros que realizou à margem da sua participação na 13.ª Conferência dos Estados-Partes da Convenção da ONU de Combate à Desertificação (COP 13), que terminou no sábado na China.

"Não vamos poder contar com apoios que existem neste domínio, se não tivermos estas metas devidamente definidas e aprovadas", reforçou, acrescentando que será criada uma equipa multidisciplinar, com técnicos de vários ministérios, para elaboração do "projeto estruturante".

O ministro disse que o projeto vai ajudar o país a mitigar todos os efeitos que têm a ver com a desertificação e a degradação da terra.

Durante a conferência sobre o combate à desertificação, o ministro referiu que foram apresentados dados, recolhidos com imagem de satélite, que revelam que Cabo Verde conseguiu restaurar parte das suas terras degradadas.

Gilberto Silva disse que Cabo Verde tem estado a "lutar fortemente" contra a seca e desertificação, tendo na altura da independência, em 1975, cerca de três mil hectares de terrenos arborizados e durante 40 anos arborizou mais de 80 mil hectares de terreno.

O ministro indicou que isso foi possível, não só com a plantação de árvores, mas com medidas anti-erosivas de gestão de solos e da água.

Gilberto Silva informou que Cabo Verde passou de 0,73% do território arborizado em 1975 para cerca de 23% atualmente.

"Isto tudo representa um esforço muito grande deste país, executado com ajuda dos nossos parceiros, em matéria de arborização em todas as ilhas e em todos os extratos agro-ecológicos", elogiou o ministro, considerando que se pode "fazer mais", mesmo Cabo Verde sendo um país de clima saheliano, que sofre os efeitos das mudanças climáticas e vive vários períodos de seca.

Em termos de medidas para mitigação e adaptação do país às mudanças climáticas, o ministro apontou a continuação da reflorestação, mobilização e melhor gestão da água, proteção da biodiversidade, prática de agricultura mais resiliente, reutilização de águas residuais.

"Isto tudo deve ser refletido em projetos estruturantes. Há um conjunto de outras intervenções que o país vem levando a cabo nos vários domínios, mas a recomendação é para integrarmos esses pequenos projetos em intervenções que possam ter maior impacto na luta contra a desertificação", referiu.

Na conferência, organizada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Gilberto Silva indicou que saíram recomendações para os países apostarem nas novas tecnologias para o combate à desertificação bem como o reforço das atividades das instituições nacionais de investigação.

A 13.ª Conferência dos Estados-Partes da Convenção da ONU de Combate à Desertificação (COP 14) realiza-se dentro de dois anos na Alemanha.

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