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Cabo Verde/Fórum: Polícia faz balanço "extremamente positivo" das operações no evento

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/10/2017 Administrator

A Polícia Nacional de Cabo Verde fez hoje um balanço "extremamente positivo" do IV Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico Local, o maior evento alguma vez realizado no país, que passou no teste de segurança sem qualquer ocorrência.

Durante quatro dias, Cabo Verde acolheu representantes de mais de 80 países, quase três mil participantes, entre nacionais e estrangeiros, na cidade da Praia para o fórum mundial.

Foi o maior evento alguma vez realizado no país, que também fez a Polícia Nacional montar uma mega-operação no Estádio Nacional e em todos os pontos de realização de atividades, com 800 efetivos, que trabalharam por turnos.

Em declarações à agência Lusa, o comandante da Esquadra de São Filipe, Hermínio Veiga, que tem jurisdição da zona do Estádio Nacional, fez um balanço "extremamente positivo" do evento, dizendo que não houve qualquer incidente a registar.

O responsável policial disse que o país passou no teste da segurança porque tudo foi bem preparado de véspera, destacando o registo prévio dos participantes por parte da organização.

À entrada, salientou a utilização de pórticos de passagem e controlo de pessoal, "meios mais sofisticados" para acesso "de forma o mais rigorosa possível" no evento internacional.

Hermínio Veiga admitiu também que a realização do fórum num único espaço facilitou a segurança e a montagem do dispositivo em termos operacionais.

O responsável disse que a experiência foi positiva, tendo permitido ver a capacidade de organização da Polícia Nacional, bem como tirar algumas ilações para corrigir em outros eventos.

Mais movimentado esteve o pessoal de saúde, da delegacia da Praia, que montou uma "enfermaria" no Estádio Nacional, onde foram atendidas cerca de 50 pessoas, conforme avançou à Lusa o médico Júlio Lima, notando, porém, que não foram "nada graves".

"Apenas casos para fazer o controlo da hipertensão arterial e de hipotensão", avançou o médico, indicando que uma pessoa com suspeitas de apendicite foi encaminhada para avaliação no Hospital Agostinho Neto, mas está bem.

Júlio Lima referiu que as estruturas de saúde também estiveram atentas às doenças transmitidas pelos vetores, tendo em conta à situação epidemiológica de Cabo Verde, pelo que foram feitos testes rápidos de paludismo, mas não há nada a registar.

Além do médico, o "mini-hospital" funcionou com duas enfermeiras da delegacia de saúde, um da Polícia Nacional, voluntários da Cruz Vermelha e da Proteção Civil para o primeiro atendimento.

Cerca de 60% das pessoas atendidas foram participantes estrangeiros.

A Proteção Civil também esteve de prevenção no Estádio Nacional, com uma viatura de combate a incêndio e três ambulâncias, algumas cedidas por municípios da ilha de Santiago.

O presidente do Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros (SNPCB), capitão Reinaldo Rodrigues, adiantou que só uma ambulância foi solicitada pelo pessoal médico para encaminhar um doente ao Hospital central da Praia.

Reinaldo Rodrigues destacou a "coordenação institucional desde o primeiro momento" de várias entidades, desde Proteção Civil, das estruturas de saúde, Polícia Nacional e Forças Armadas, na primeira vez que o fórum é realizado num país africano.

"Foi uma coordenação próxima e permitiu que todos tivessem uma noção exata da sua esfera de atuação, do momento e principalmente do que se exigia de cada componente neste fórum", destacou o responsável.

O IV Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico Local termina hoje, na cidade da Praia, após quatro dias de várias discussões e participação de quase três mil participantes de 85 países.

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