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Cabo-verdianos lançam petição para retirada de livros com erros do mercado

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/10/2017 Administrator

Um petição está a circular na internet exigindo ao Ministério da Educação de Cabo Verde a retirada do mercado de manuais com vários erros, esperando recolher 2.000 assinaturas para entregar aos deputados.

A petição foi lançada na sequência de terem sido detetadas várias falhas em manuais de Matemática do 1.º ciclo, no arranque do novo ano letivo em Cabo Verde, e depois de o Ministério ter adiantado que, apesar dos erros, vai manter os livros no mercado.

No texto da petição, os seus promotores referem que a educação é um direito previsto na Constituição da República, pelo que cabe aos governantes criarem "políticas eficientes" e "medidas abrangentes" para que a população desfrute desse direito.

"Por isso, tendo recebido de pais e professores várias queixas, vimos por este meio solicitar ao Ministério da Educação (ME) que avalie a situação criada e mande retirar os manuais em circulação para o bem da comunidade educativa em Cabo Verde", lê-se no documento.

A petição foi lançada pela página no Facebook Provedor do Mindelo, que tem como um dos administradores Lucas Monteiro, que já foi professor e formador.

A petição foi lançada hoje de manhã e cerca de uma hora depois tinha mais de 150 assinaturas.

A iniciativa terá a duração de 10 dias e os seus promotores querem recolher 2.000 subscrições, que depois serão entregues aos deputados e à Associação de Defesa dos Consumidores (ADECO), que, entretanto, em declarações à RCV, defendeu a retirada dos manuais.

"Tendo em conta o período de vigência, contamos atingir a meta", perspetivou à Lusa Lucas Monteiro.

O Inspetor-Geral das Atividades Económicas (IGAE), Elisângelo Monteiro, disse à Lusa que ainda não recebeu qualquer queixa sobre os livros escolares com vários erros, indicando que só poderá atuar na sequência de uma participação dos consumidores.

Em conferência de imprensa hoje, a deputada e vice-presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), Dora Pires, exigiu a retirada dos manuais do mercado e a saída da diretora nacional da Educação do cargo.

O deputado e secretário-geral do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), Miguel Monteiro, considerou que os manuais não devem ser retirados do mercado, entendendo que fazer isso seria "voltar ao sistema anterior, ou pelo menos perder um ano no processo de reforma" no sistema de ensino.

Pais e encarregados de educação estão a organizar uma manifestação para a próxima sexta-feira para apelar à tutela que reveja a sua decisão de manter os livros no mercado.

Em declaração à Rádio de Cabo Verde (RCV), o psicólogo José Tavares, um dos promotores da iniciativa, disse que os erros poderão prejudicar os alunos.

O Ministério da Educação adiantou que os manuais são para manter até final do ano letivo e que serão corrigidos através de erratas ou de autocolantes.

Além dos erros nos manuais de Matemática, a diretora nacional de Educação, Adriana Mendonça, disse que livros de vários anos de ensino usados no país têm centenas de erros.

A responsável informou que o Ministério da Educação está a fazer a identificação dos erros em todos os manuais e registou, até ao momento, 266 erros e sugestões de alteração em manuais de várias disciplinas do 2.º ao 6.º ano.

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