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Calma relativa em Jerusalém, violência em Gaza e Cisjordânia, protestos em Amã

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/07/2017 Administrator

As tradicionais orações muçulmanas de sexta-feira terminaram de forma pacífica em Jerusalém mas a violência prosseguiu na Faixa de Gaza e na Cisjordânia ocupada com a morte de dois palestinianos pelas forças israelitas, que permanecem em alerta máximo.

Na Cisjordânia, um palestiniano foi morto após ter tentado atacar soldados com uma faca, segundo a versão das autoridades judaicas.

Na Faixa de Gaza, um jovem de 16 anos foi morto e três outros feridos perto do campo de refugiados de Al-Boureij por disparos de soldados israelitas, anunciou o ministério da Saúde deste enclave controlado pelo movimento islamita Hamas.

Estas violências coincidem com o ambiente de tensão que se prolonga há duas semanas entre palestinianos e forças israelitas em torno de um local religioso ultrassensível em Jerusalém-leste ocupado e anexado por Israel.

Em Amã, capital da vizinha Cisjordânia, dezenas de pessoas concentraram-se hoje frente à embaixada de Israel para exigir explicações sobre um incidente no domingo passado, em que dois jordanos foram mortos a tiro por um guarda da segurança israelita, que terá sido previamente atacado.

Os manifestantes gritaram palavras de ordem pedindo o encerramento da delegação e o fim do tratado de paz entre os dois países, firmado em 1994.

Após o incidente, a Jordânia permitiu o repatriamento do guarda israelita e solicitou a Israel que adote as medidas necessárias para assegurar que seja julgado, uma decisão mal recebida em diversos setores políticos do país. O protesto acabou por ser disperso pelas forças de segurança jordanas.

Na terça-feira, as principais instituições religiosas muçulmanas nos territórios palestinianos exortaram os fiéis a manterem os protestos em redor da Esplanada das Mesquitas apesar da retirada por Israel, nessa madrugada, dos polémicos detetores de metais, colocados após a morte de dois polícias israelitas e três atacantes árabes palestinianos nesse local.

A decisão do Executivo judaico suscitou violentos confrontos nas ruas da cidade dividida, os mais graves dos últimos anos, e ameaçou colocar Israel em conflito com outros países árabes e muçulmanos.

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