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Campeonato arranca este sábado, mas o melhor fica para o fim

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/10/2017 Francisco Sebe

FC Porto, Benfica, Oliveirense e Sporting começam hoje a luta pelo campeonato, depois de uma época que terminou com o Benfica a boicotar a Taça. Os grandes duelos voltam a concentrar-se na reta final.

O campeonato de todas as emoções regressa quatro meses após o desfecho explosivo de 2016/17 provocado pelo boicote do Benfica à final-four da Taça de Portugal, em protesto com a arbitragem após o polémico jogo da última jornada em casa do Sporting.

Depois disso e até que 14 equipas estivessem prontas para nova batalha, entraram as seleções em ação, na primeira deslocação à China, com Portugal a sagrar-se campeão europeu sub-17, tricampeão mundial sub-20 e a ficar-se pela medalha de prata no Mundial principal, seguindo-se a festa do FC Porto pelo segundo ano consecutivo na Supertaça e ainda a Taça Continental ganha por Oliveirense.

O FC Porto, que, em 2016/17, foi cem por cento vitorioso a nível interno, impedindo o tri do Benfica, ocupa agora o lugar do rival da Luz como candidato número um ao título, mantendo quase toda a equipa - saiu Vítor Hugo para o Sporting e regressou Alvarinho que esteve um ano emprestado ao Barcelos - e conservando ainda o técnico Guillem Cabestany, a entrar no terceiro ano ao serviço dos dragões.

citacaoVolta o campeonato onde jogam as grandes estrelas mundiais e com o FC Porto a defender o título que roubou ao Benfica

Ao sair de uma época difícil de digerir - perdeu o estatuto de campeão europeu (caiu nas "meias"), a Supertaça, o campeonato (última jornada) e a Taça (falta de comparência) -, o Benfica contra-ataca com um plantel praticamente inalterado - Pedro Henriques, guarda-redes campeão europeu pelo Reus, regressa, e entra Vieirinha -, no qual se destaca o melhor marcador de 2016/17 (João Rodrigues).

Aos dois rivais juntam-se outros dois candidatos: Sporting e Oliveirense. Os leões, que dispensaram o técnico Guillem Pérez em março, retomam com Paulo Freitas e, de novo, com muitas mudanças, como acontece desde que há seis anos voltou à elite. Platero (Sporting pagou ao Reus cláusula de rescisão), Henrique Magalhães e Toni Pérez chegam para reforçar uma equipa que vem de um ano falhado - não superou a fase de grupos da Liga Europeia, não se apurou para a final-four da Taça de Portugal e foi quarto num campeonato em que se atrasou e perdeu pontos por inscrição irregular de jogador. A Oliveirense, que no ano passado integrou cinco reforços, e que se começou a afastar do objetivo do título a quatro jornadas do fim, quando era líder, cedendo na final europeia para o Reus, encaixa agora Jordi Burgaya, de 22 anos, que tal como Puigbi acaba de se sagrar campeão mundial por Espanha.

Com orçamentos mais modestos, poucos podem fazer sombra ao grupo dos abastados, como o Barcelos, que perdeu o experiente Reinaldo Ventura (Viareggio), a jovem promessa Vieirinha (Benfica) e o talentoso avançado Alvarinho (FC Porto), ganhando o melhor marcador do campeonato italiano (Marinho). No Minho, também o Juventude de Viana sofreu uma baixa de peso porque já não tem Edo Bosch na baliza (terminou a carreira).

HC Braga, Grândola e Infante Sagres estão, este ano, na I Divisão, ocupando o lugar dos despromovidos Candelária, Sanjoanense e Riba de Ave (perdeu pontos por alegada inscrição irregular de delegado, mas o clube anunciou que iria recorrer). Para o HC Braga é o regresso à prova principal, após dois anos na II Divisão, enquanto o Infante Sagres volta ao campeonato a que pertenceu pela última vez em 2011/12.

Este ano, o sorteio condicionado volta a agendar os primeiros duelos entre candidatos para janeiro (Benfica-FC Porto é a 30 de dezembro) e o reencontro para as últimas quatro jornadas de uma época que vai inaugurar o painel eletrónico dos 45 segundos de ataque (estreado na Elite Cup em 2016) e o fim do golo de ouro, como aconteceu no Mundial.

© Ivan Del Val/Global Imagens

Oliveirense já tem dois troféus europeus

Para a Oliveirense, a época começou com um triunfo importante. A equipa de Tó Neves derrotou o campeão europeu Reus e ganhou a Taça Continental, 20 anos depois de ter vencido a Taça CERS. Sucedeu ao Benfica no palmarés da prova (antiga Supertaça Europeia), num ano em que se estreou o formato final-four e que levou a formação de Oliveira de Azeméis a defrontar o Barcelos (detentor da Taça CERS) nas meias-finais, vencendo os minhotos, que por sua vez, em 2016, também tinham sido batidos pelo Benfica nesta competição (jogo a duas mãos).

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