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CAN2017: Guineenses confiantes na vitória no primeiro jogo contra Gabão

Logótipo de LusaLusa 11/01/2017 Mussá Baldé
ANTONIO COTRIM/LUSA © Lusa / ANTONIO COTRIM ANTONIO COTRIM/LUSA

Bissau, 11 jan (Lusa) - Os guineenses estão confiantes de que vão vencer o Gabão na abertura da Taça das Nações Africanas (CAN2017) de futebol, havendo mesmo quem já feito o prognóstico com aquele que será o resultado final do jogo de sábado.

Bamba Indjai, comerciante de 36 anos que se dedica ao comércio de ferro velho, disse hoje à agência Lusa que a Guiné-Bissau irá vencer por 2-1 e até adianta que os golos dos 'djurtus' serão apontados por Tony Sá Brito e Zezinho.

Sem adiantar o nome dos marcadores dos golos, Umo Aua Djaló, vendedora de comida pelas ruas de Bissau, garante que a vitória da Guiné-Bissau "está garantida, está nas estrelas", afiança.

"Está no papo, o Gabão já perdeu", disse Aua Djaló, de 18 anos, com um sorriso no rosto que afirma ser de alegria "de ver, finalmente, a seleção na CAN".

Alberto Gomes, eletricista, de 47 anos, diz que tem muitas encomendas, mas no sábado, dia do jogo, nem vai abrir a oficina e os seus ajudantes estarão dispensados. E, se a Guiné-Bissau vencer, como espera que venha acontecer, estes podem ficar em casa até segunda-feira, promete.

"Se vencermos, como tenho fé que venha a ser, vamos ter folga até segunda-feira, talvez a semana inteira, quem sabe", diz meio a sério meio a brincar Alberto, que traz no pescoço o cachecol da Guiné-Bissau.

Alberto diz que há quase um mês que usa o cachecol, que tenciona manter no pescoço, mesmo na hora de dormir, todos os dias até o jogo da final, que espera ver a Guiné-Bissau "realizar e ganhar", sublinha.

A Guiné-Bissau conta com uma comunidade emigrada de cerca de 150 pessoas no Gabão. Prometem estar nos jogos da seleção, que querem ver a ganhar já no sábado. Entrevistados pelos jornalistas guineenses que estão no Gabão, alguns se mostraram confintes na vitória dos 'djurtus'.

Residente no Gabão há três anos, Mussa Baldé afirma que a Guiné-Bissau vai ganhar por ter uma seleção imune aos problemas externos, o que, diz, já não é o caso dos gaboneses, onde adianta existirem problemas políticos.

"Misturam a política com o futebol. O treinador já ameaçou, por várias vezes, que pode sair, porque entende que os melhores jogadores não foram convocados", observa Baldé.

O emigrante da Guiné-Bissau diz ainda que enquanto o Gabão deposita toda sua esperança de vitória num só jogador, Pierre Aubameyang, os guineenses "acreditam em todos os jogadores".

A confiança na vitória dos 'djurtus' está no rosto de quase todos os guineenses, a dúvida está em saber se a única televisão do país, a TGB, irá ou não transmitir os jogos.

Uma empresa de venda de bebidas alcoólicas pretende instalar ecrãs gigantes nalguns pontos de Bissau.

MB // VR

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