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Carlos Moedas considera urgente que a União Europeia se bata pela fiscalidade justa

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/07/2017 Administrator

O comissário europeu Carlos Moedas defendeu hoje que a União Europeia tem de exigir externamente regras de reciprocidade de acesso aos mercados e uma fiscalidade em que os impostos são pagos onde se geram os lucros.

Carlos Moedas falava na sessão de encerramento da conferência "Livro Branco da Comissão Europeia: Futuro da Europa em debate", no Teatro Thalia, em Lisboa, na qual discursou imediatamente antes do primeiro-ministro, António Costa.

As primeiras palavras dos comissário europeu para a investigação, ciência e inovação foram precisamente destinadas a elogiar a ação de António Costa no plano europeu, dizendo que "foi dos primeiros a lançar o debate sobre o Plano Junker e, mais uma vez, é dos primeiros a lançar o debate sobre o Livro Branco".

Na sua intervenção, Carlos Moedas referiu-se aos desafios da União Europeia, manifestando apreensão por a maioria dos cidadãos dos diferentes Estados-membros desconhecerem quais as competências das instituições europeias, e criticou as correntes populistas e xenófobas, que disse alimentarem o seu discurso com base nas crescentes desigualdades geradas pela globalização económico-financeira.

Neste ponto, o ex-secretário de Estado do Governo liderado por Pedro Passos Coelho citou o antigo comissário europeu António Vitorino: "É preciso proteger sem ser protecionista", disse.

Para combater as desigualdades sociais geradas pela globalização, aproveitando apenas os seus aspetos positivos, Carlos Moedas defendeu como primeira via a exigência externa de uma "reciprocidade nas regras de acesso aos mercados, impondo-se designadamente o cumprimento dos direitos dos trabalhadores e da proteção ambiental".

Como segunda exigência externa, o comissário europeu apontou a fiscalidade.

"A fiscalidade, hoje, mata-nos por ser injusta. Temos que exigir que quem trabalha e produza na Europa tem de pagar impostos onde gera esse lucro. Escapar aos impostos, além de injusto, gera desigualdade", afirmou, antes de frisar que nenhum país sozinho consegue vencer esse combate.

No plano interno, Carlos Moedas defendeu que a mais importante resposta da União Europeia passa pela aposta na educação e na inovação.

"Sem educação não há inovação e sem inovação dificilmente há criação de novo emprego", sustentou o comissário europeu.

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