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Carros vendidos em todo o mundo devem totalizar 100 milhões em 2019 - relatório

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/09/2017 Administrator

A venda mundial de automóveis atingirá os 100 milhões de veículos em 2019, depois do esperado impulso por parte da China e Índia em 2017 e 2018, que compensa as descidas nos Estados Unidos e Reino Unidos, estimou a COSEC/Euler Hermes.

Na análise mensal Economic Outlook sobre o setor automóvel da Euler Hermes (EH), acionista da COSEC que opera em seguros de créditos, destacou-se a liderança de China e Índia num setor que deverá atingir vendas mundiais de 95,8 milhões de veículos em 2017 (2,1% de crescimento anual), 98,3 milhões em 2018 (+2,5%) e 100 milhões em 2019.

Entre os riscos do setor, o relatório notou o fim da isenção fiscal na China no início deste ano, as cada vez mais tensas condições financeiras nos Estados Unidos (EUA) e a iminência do 'Brexit' (saída do Reino Unido da União Europeia), que afeta o poder de compra dos britânicos.

"Por outro lado, a recuperação económica na Europa e no resto do mundo não será suficiente para compensar a desaceleração que o setor enfrenta. A restrição das condições financeiras globais em 2018 levarão a um aumento do custo dos empréstimos das famílias e dos inventários dos fabricantes", lê-se ainda na análise.

A China deverá registar este ano um crescimento nas vendas de 2% e de 3,2% em 2018, ultrapassando os 30 milhões de veículos vendidos em 2019 e liderando a produção de veículos elétricos.

Crescimentos também são esperados em França, Itália e Alemanha, mas o destaque vai para a Índia, que este ano deverá aumentar as suas vendas em 10,7% e 13,5% em 2018, em grande parte devido à harmonização fiscal do Imposto sobre os bens e serviços, lançado em julho de 2017 e que reduziu os preços em alguns segmentos do setor.

O Japão contraria a tendência após dois anos de contração, estimando-se agora um crescimento de 2% em 2017 e 0,2% em 2018, enquanto no Reino Unido as vendas descem este ano na ordem dos 5%, depois de cinco anos de crescimento sustentado.

Nos EUA esperam-se a descidas nas vendas de 2,5% em 2017 e 1,8% em 2018, enquanto o mercado de usados cresce de "forma galopante".

Quanto aos veículos elétricos, o mercado poderá ultrapassar os três milhões este ano, "ainda que seja atualmente uma pequena parte da frota total de automóveis à escala mundial".

Neste segmento, os líderes são China, França, Alemanha, Reino Unido e EUA, estimando-se que no final do ano os chineses e os norte-americanos representem mais de dois terços das vendas globais de veículos elétricos.

Os subsídios governamentais, a expansão da rede de carregamento e a diminuição dos preços das baterias, devido ao progresso tecnológico, são os principais motores do crescimento neste mercado dos elétricos.

A análise referiu que este é um setor rentável, com uma margem EBIT (resultados antes de juros e impostos) média de 6% em 2016 (em 2015 a média tinha sido de 5,5%) e os fabricantes, excetuando norte-americanos e italianos, têm uma dívida menos pesada do que a registada nos anos pré-crise. "A liquidez e as despesas de capital continuam estáveis".

O relatório enumerou também três alavancas para a inovação do setor automóvel: o investimento em I&D (Investigação e Desenvolvimento), tecnologia patenteada e o crescimento externo.

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