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Casa Branca considera inapropriado criticar chefe gabinete Trump por ser general

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/10/2017 Administrator

A porta-voz da Casa Blanca, Sarah Sanders, disse hoje que é "enormemente inapropriado" questionar os argumentos do general John Kelly, chefe de gabinete do Presidente dos EUA, devido à sua alta patente militar, no caso dos militares mortos.

Para tentar atalhar a batalha política que estalou entre Kelly e a congressista democrata Frederica Wilson, Sarah Sanders recorreu ao prestígio militar do chefe de gabinete, considerado como mão direita de Donald Trump.

"Se quiser entrar em discussão com um general de quatro estrelas muito condecorado creio que é enormemente inapropriado", disse Sanders, na sua conferência de imprensa diária.

Durante um discurso emocionado, na quinta-feira, Kelly usou o peso da sua experiência profissional e familiar, dado que o seu filho foi morto na guerra do Afeganistão, em 2010, para defender a chamada telefónica de Trump à mãe de um soldado morto este mês, durante uma operação militar, no Níger.

Kelly atacou a congressista Wilson, que estava com a família do soldado quando a chamada foi feita e denunciou à comunicação social que Trump tinha dito que o 'boina verde' "sabin no que se metia".

Esta denúncia levou Kelly a afirmar: "Estou estupefacto que uma congressista tenha escutado essa conversa. Absolutamente estupefacto. Acreditava que pelo menos isso era sagrado".

O chefe de gabinete de Trump também criticou Wilson por um episódio ocorrido em 2015, quando ele assistiu à inauguração de um edifício da polícia federal (FBI, na sigla em Inglês), em Miami, dedicado a dois agentes que tinham morrido há 30 anos durante um tiroteio com traficantes de droga.

Kelly assegurou que, apesar do tom solene da cerimónia, Wilson passou o tempo "a falar de como ela tinha sido crucial no momento de conseguir os fundos para o edifício", graças aos seus contactos com o então Presidente, Barack Obama.

Um vídeo desse discurso de Wilson, publicado hoje pelo diário The Sun Sentinel, da Florida, mostra que a congressista não se gabou de ter conseguido os fundos, mas de ter ajudado a acelerar a legislação que permitiu dar o nome dos dois agentes ao edifício, aos que elogiou reiteradamente.

Foi ao ser questionada por um jornalista sobre esse vídeo, durante a conferência de imprensa na Casa Branca, que Sanders respondeu que era "enormemente inapropriado" questionar o que tinha sido dito por um general condecorado como Kelly.

A congressista Wilson concedeu depois uma entrevista ao diário The New York Times, na qual lamentou que Kelly "sinta necessidade de mentir" a propósito dela.

"Não posso imaginar porque inventou isso. É absolutamente louco. Estou boquiaberta, porque (o discurso) é muito fácil de encontrar", disse a congressista.

Wilson, que é afro-americana, não chegou a acusar Kelly de racismo, mas sugeriu que o clima na Casa Branca pode ter contribuído para as críticas que lhe foram dirigidas.

"A Casa Branca está cheia de supremacistas brancos", disse Wilson ao Times.

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