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Castração de animais de rua ganha primeiro Orçamento Participativo de Espinho

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/07/2017 Administrator

Uma proposta visando a castração de animais de rua venceu a primeira edição do Orçamento Participativo de Espinho, sendo que nenhum outro projeto reuniu as condições para ser apoiado, revelou hoje a autarquia.

Segundo explicou à Lusa o vice-presidente da Câmara Municipal, Vicente Pinto, para esse modelo de participação cívica - em que são os cidadãos a votar nas propostas que querem ver financiadas - estavam reservados 200.000 euros, a distribuir por diferentes projetos com valores individuais até ao limite máximo de 50.000 euros.

"Mas como a proposta relativa à castração dos animais, também no valor de 50.000 euros, foi a única que reuniu mais de 100 votos, como era requisito prévio da Câmara para que os projetos pudessem avançar, decidimos aplicar os restantes 150.000 euros noutras ideias que foram apresentadas pelos cidadãos e que se enquadram na nossa estratégia de desenvolvimento para o concelho", anuncia o autarca.

No total, foram 39 as candidaturas validadas para o Orçamento Participativo de Espinho, em que puderam votar todos os maiores de 16 anos comprovadamente residentes ou estudantes no concelho.

O projeto de castração de animais de rua - que abrange também os animais que sejam pertença de famílias com baixos rendimentos financeiros - foi apresentado por João António Gama Rocha Castro e reuniu 588 votos, após o que as seguintes propostas com melhor classificação se ficaram a larga distância: a segunda ideia mais votada reuniu apenas 61 apoiantes, a terceira 56, a quarta 41 e assim sucessivamente, em número sempre decrescente.

"Foi pena essa dispersão de votos porque inviabilizou a concretização de outras ideias, mas isso também demonstra que houve uma grande adesão a esta primeira experiência local no âmbito do orçamento participativo", realça Vicente Pinto.

Após uma primeira análise pelos serviços da autarquia, a versão original da proposta vencedora foi alterada "com o consentimento do autor do projeto" para cumprir com os requisitos "técnicos e legais" da esterilização, que será operada nos animais identificados juntos dos serviços da Câmara como errantes ou que estejam à guarda de famílias sinalizadas como não tendo capacidade financeira para suportar esse procedimento veterinário.

Essa alteração técnica ao projeto assegurou também que, em vez de a esterilização ficar a cargo de apenas duas instituições locais, será agora implementada mediante "convite a todas as clínicas veterinárias do concelho" - sendo que, segundo o vice-presidente da autarquia, a execução do procedimento está disponível "imediatamente e tem um prazo limite de 12 meses".

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