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Cataluna: Base de dados eleitoral 'online' bloqueada em muitos locais

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/10/2017 Administrator

A base de dados 'online' dos eleitores recenseados da Catalunha que permitia o referendo de hoje está inacessível em muitos centros de voto devido à ação do governo central, que já disse que bloqueou essa medida.

Fontes contactadas pela agência espanhola Efe disseram que está inoperacional o sistema informático anunciado para ultrapassar a apreensão de boletins e listas eleitorais.

Ao início da manhã de hoje, o conselheiro do governo regional ('Generalitat') Jordi Turull anunciou que as listas de eleitores iriam estar disponíveis 'online' para permitir o voto de cada cidadão em qualquer sítio, mesmo com boletins improvisados.

Para impedir uma dupla votação, os eleitores iriam ter o seu nome riscado da base de dados comum.

No entanto, as autoridades de Madrid já informaram que esse sistema está suspenso e os voluntários terão de escrever à mão quem decidiu ir votar, colocando mais problemas à legitimidade técnica da consulta popular.

Em resposta a esta ação, fontes da 'Generalitat' disseram que estão a procurar apoio técnico no Reino Unido para encontrar novos servidores, fora do alcance do governo espanhol, que permitam gerir 'online' os nomes dos eleitores da base de dados.

Membros de algumas das nove mesas de voto do colégio eleitoral instalado no Bairro da Gràcia disseram hoje que a votação para o referendo de autodeterminação da Catalunha estava interrompida porque o sistema informático que permitia a sua realização estava inacessível.

A votação foi retomada mais tarde, mas os voluntários receavam que a página internet que tinham de utilizar para ter acesso aos cadernos eleitorais tivesse sido bloqueada pela polícia.

Também a Associated Press citou vários voluntários eleitorais nos centros de votação no referendo da Catalunha que disseram não conseguir aceder aos dados do recenseamento, porque o servidor que aloja a base de dados está em baixo e o serviço de internet foi cortado nalguns locais.

Os técnicos estão a tentar criar novos domínios 'online' onde quem está a gerir o processo de votação possam registar quem votou, explicou Jordi Sole, um historiador de 48 anos que é voluntário no centro de voto Collaso, em Barcelona.

Guillem Castillo, um estudante de engenharia de 18 anos, designado como técnico eleitoral, disse que os problemas técnicos interromperam a votação pouco depois da abertura, dificultando a ação dos voluntários.

Os catalães apoiantes da independência da região estão hoje a tentar votar num referendo suspenso no início do mês pelo Tribunal Constitucional espanhol e as autoridades de Madrid a tentarem impedir a realização da consulta popular com milhares de agentes da Polícia Nacional e Guardia Civil na rua.

Centenas de eleitores, na maioria pró-independência, começaram ainda de madrugada a formar filas em frente às escolas onde foram instaladas assembleias de voto -- ocupadas há dois dias por populares que queriam garantir a votação de hoje - para evitar que estes fossem fechados pela polícia.

Os Mossos d'Esquadra (polícia catalã) fecharam dezenas de colégios eleitorais em toda a Catalunha, embora em alguns locais se tenham limitado a registar a concentração popular e saído sob aplausos da população.

Já a Polícia Nacional e a Guardía Civil protagonizaram momentos de tensão ao tentar impedir o referendo, tendo mesmo ocupado o pavilhão desportivo da escola em Girona onde deveria votar o líder da 'Generalitat', Carles Puigdemont, e detido vários manifestantes.

Os opositores à independência, que os estudos de opinião indicam serem maioritários, não participaram na campanha eleitoral nem irão votar, para não darem credibilidade a uma consulta que o Estado espanhol considera ser ilegal.

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu no início de setembro, como medida cautelar, todas as leis regionais aprovadas pelo Parlamento e pelo Governo da Catalunha que davam cobertura legal ao referendo de autodeterminação convocado para hoje.

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional da Catalunha desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declararem que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência, mesmo sem o acordo de Madrid.

A votação para o referendo de autodeterminação da Catalunha foi retomada depois de estar interrompida durante uma hora na assembleia de voto instalada na Escola Rainha Voilant, em Barcelona.

Membros de algumas das nove mesas de voto deste colégio eleitoral no Bairro da Gràcia receavam que a página internet que tinham de utilizar para ter acesso aos cadernos eleitorais tivesse sido bloqueada pela polícia.

Dezenas de idosos que, sentados, esperavam há mais de uma hora para votar estão agora a exercer o seu direito de voto no referendo de autodeterminação da Catalunha que o Estado espanhol considera ser ilegal.

Noutros pontos de Barcelona, a polícia espanhola e a Guardia Civil colocaram agentes em assembleias de voto para impedir o referendo suspenso pelo Tribunal Constitucional, originando momentos de tensão com as pessoas concentradas no exterior.

Os agentes da Polícia Nacional apareceram em pelo menos quatro pontos de votação de Barcelona, onde tentaram romper o cordão de pessoas concentradas frente às assembleias de voto para encerrá-las, como ordenou o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC).

Segundo a agência espanhola Efe, os Mossos d'Esquadra (polícia regional) fecharam mais de 90 colégios eleitorais em toda a Catalunha para impedir que estes pontos de votação abram para o referendo sobre a independência da região.

Esta manhã, a polícia espanhola também ocupou o pavilhão desportivo da escola em Girona, onde deveria votar o líder da 'Generalitat' (Governo regional), Carles Puigdemont, fazendo cumprir a ordem judicial de impedir o referendo à independência da Catalunha

A 'Generalitat montou um sistema de votação universal que vai permitir que 5,3 milhões de catalães votem em qualquer colégio eleitoral, facilitando a votação àqueles cujos locais de voto tenham sido encerrados, por ordem do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha.

Os dados dos eleitores serão analisados por um sistema informático que evita que uma pessoa vote mais que uma vez.

O sistema permite, em primeiro lugar, consultar um "censo universal", para comprovar que o votante consta da lista de eleitores e que não votou antes; de seguida, será feito o habitual registo de votantes em papel, explicou o responsável, admitindo que isto "tornará mais lento" o processo, mas garantirá que "todos podem votar".

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