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Catalunha: Agência de notação financeira alerta sobre consequências da crise

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Administrator

A agência de notação financeira DBRS alertou hoje que a crise política entre Madrid e a região da Catalunha já está a ter consequências económicas, podendo significar no futuro uma desaceleração do crescimento e um impacto negativo nas contas públicas.

"A incerteza sobre a potencial independência [da Catalunha] está a desencorajar o investimento e o turismo na região", afirma a agência numa informação aos clientes.

A DBRS explica que "quanto maior e mais prolongada for a incerteza em redor da Catalunha, maior será o peso para a totalidade da economia espanhola".

A Catalunha representa quase 20% da riqueza produzida anualmente em Espanha, um valor maior do que o de Portugal ou o da Grécia.

O Governo espanhol já reduziu de 2,6% para 2,3% o crescimento económico em 2017 devido, sobretudo, à incerteza do conflito político com a Catalunha.

"Mesmo assim, dado o forte crescimento em Espanha, a DBRS estima que este impacto [negativo] continue a poder ser controlado e, neste momento, não parece que irá pôr em causa a trajetória do processo de consolidação orçamental do Governo central", segundo a agência.

A Espanha vive a sua maior crise institucional desde a transição democrática de 1977, há 40 anos, com os separatistas da Catalunha a tentarem ganhar a independência da região, o que está a ser contrariado por Madrid.

O Senado espanhol (câmara alta) deverá aprovar esta sexta-feira a proposta do Governo para destituir o presidente da Catalunha e todos os membros do seu executivo, limitar as competências do parlamento regional e tomar medidas que permitam a marcação de eleições na região num prazo de seis meses.

O Governo regional da Catalunha organizou e realizou em 01 de outubro último um referendo de autodeterminação, que foi considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional, que também recusou todo o processo que levou à consulta popular.

Segundo Barcelona, o "sim" à independência ganhou com 90% dos votos dos 43% dos eleitores que foram votar, tendo aqueles que não concordam com a independência da região boicotado a ida às urnas.

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