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Catalunha: BE fala de "ataque terrível ao mais básico direito à autodeterminação de um povo"

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/10/2017 Administrator

A coordenadora do BE, Catarina Martins, criticou hoje o "ataque terrível" do Governo espanhol "ao mais básico direito à autodeterminação de um povo" na Catalunha, considerando que "a repressão não é um caminho aceitável em estados democráticos".

No discurso da sessão de abertura da quinta cimeira por um "Plano B" para a Europa, que decorre até domingo em Lisboa, Catarina Martins afirmou que o encontro europeu começa no dia em que "o Reino de Espanha decide dizer à Catalunha que não tem direito à sua autonomia" e "decide ativar o artigo da Constituição que substitui às autoridades regionais, num ataque terrível ao mais básico direito à autodeterminação de um povo".

"Há uma coisa em que eu julgo que estamos unidos e em que a nossa solidariedade e determinação é essencial que é o direito à autodeterminação da Catalunha", afirmou, declaração que gerou uma grande ovação pela audiência.

Na opinião da líder do BE, "interessa pouco" aquilo que cada um "acha sobre a independência da Catalunha",

"Mas interessa tudo dizermos que o povo Catalunha tem direito a ter uma palavra e a repressão não é um caminho aceitável em estados democráticos", apelou.

Catarina Martins admite que pode haver "opiniões diferentes sobre a independência da Catalunha" - salientando que audiência "haverá pessoas com várias opiniões" - e podem também existir "visões diferentes sobre como o Governo regional da Catalunha está a dirigir o processo".

"Bem e à esquerda há divergências claras, com um Governo maioritariamente de direita da Catalunha, não é novidade para ninguém", realçou.

Para a coordenadora do BE, cabe a todos dizer que "a repressão não pode ser um caminho do Estado espanhol".

"Somos assim: solidários, democratas, internacionalistas", concluiu.

O Governo espanhol propôs hoje destituir o presidente da Catalunha e todos os membros do seu executivo, limitar as competências do parlamento regional e marcar eleições num prazo de seis meses.

Estas foram as principais medidas de aplicação do artigo 155.º da Constituição espanhola para repor a legalidade na Catalunha que agora têm de ser aprovadas pelo senado (câmara alta), muito provavelmente na próxima sexta-feira, 27 de outubro.

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