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Catalunha: Catalães regressam ao trabalho, Puidgemont não foi visto na Generalitat

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/10/2017 Administrator

A Catalunha regressou hoje ao trabalho, sob administração direta do Governo conservador de Mariano Rajoy, enquanto se espera para perceber se vão comparecer nos seus gabinetes os dirigentes separatistas destituídos após a declaração de independência da região.

Hoje de manhã, a bandeira espanhola estava hasteada no Palau da Generalitat, sede do executivo regional, junto ao qual se acumulavam dezenas de jornalistas, que procuravam perceber se o presidente catalão destituído, Carles Puigdemont, procuraria trabalhar normalmente.

Apesar de não ter sido visto a entrar no edifício, o líder do Governo regional colocou hoje de manhã uma fotografia do interior do palácio, apenas com a mensagem "Bon dia" (Bom dia, em catalão), e uma imagem sorridente.

Pelo menos um conselheiro (ministro) da Generalitat, Josep Rull, responsável pela administração territorial, se deslocou ao seu gabinete, antes de sair para uma reunião do seu partido.

"No gabinete, para assumir as responsabilidades que nos foram confiadas pelo povo da Catalunha", escreveu na rede Twitter.

A polícia catalã (Mossos d'Esquadra) recebeu instruções para autorizar o acesso aos gabinetes dos ministros regionais para que pudessem recolher os seus objetos pessoais. Em caso de recusarem abandonar os locais de trabalho, os agentes devem informar a justiça.

A presidente do Parlament (parlamento regional), Carme Forcadell, desconvocou hoje a reunião da mesa prevista para esta manhã, ao considerar que a sua convocatória ficava "sem efeito" na sequência da dissolução da câmara catalã.

O até agora secretário-geral do Interior, César Puig, deslocou-se hoje de manhã ao seu gabinete, onde ficou durante mais de uma hora a despedir-se dos trabalhadores. À saída, assegurou que não se considera afastado porque não foi destituído pelo executivo regional, que foi quem o nomeou.

Também o número dois do departamento de Economia, Lluís Juncà, e os secretários de Economia, Pere Aragonès, e Finanças, Albert Castellanos, foram hoje trabalhar.

Segundo fontes do departamento de Economia da Generalitat, citadas pela agência de notícias espanhola, Efe, também compareceram nos postos de trabalho dos diretores gerais deste setor.

Fontes próximas destes dirigentes referiram que eles entendem que não estão abrangidos pela aplicação do artigo 155.º da Constituição, no âmbito do qual o Governo de Carles Puigdemont foi destituído por Madrid.

Até ao final da manhã, não se tinha ainda deslocado ao departamento de Economia o vice-presidente do Governo regional e conselheiro da Economia, Oriol Junqueras. Esta manhã estava prevista uma reunião do seu partido, Esquerda Republicana da Catalunha.

O parlamento regional da Catalunha aprovou na sexta-feira a independência da região, numa votação sem a presença da oposição, que abandonou a assembleia regional e deixou bandeiras espanholas nos lugares que ocupavam.

Ao mesmo tempo, em Madrid, o Senado espanhol deu autorização ao Governo para aplicar o artigo 155º. da Constituição para restituir a legalidade na região autónoma.

O executivo de Mariano Rajoy, do Partido Popular (direita), apoiado pelo maior partido da oposição, os socialistas do PSOE, anunciou ao fim do dia a dissolução do parlamento regional, a realização de eleições em 21 de dezembro próximo e a destituição de todo o Governo catalão, entre outras medidas.

Em resposta, no sábado, o presidente do governo regional destituído, Carles Puigdemont, disse não aceitar o seu afastamento e pediu aos catalães para fazerem uma "oposição democrática", numa declaração oficial gravada previamente e transmitida em direto pelas televisões.

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