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Catalunha: Catarina Martins considera repressão "absolutamente inaceitável"

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/09/2017 Administrator

A coordenadora do BE, Catarina Martins, considerou hoje "absolutamente inaceitável" a repressão que o Governo espanhol, liderado por Mariano Rajoy, está a fazer sobre o Governo Regional da Catalunha a propósito do referendo.

"O que está a acontecer é uma repressão do Estado espanhol sobre o Governo Regional da Catalunha, uma decisão democrática que foi tomada sobre o referendo, que é absolutamente inaceitável. Essa é a posição do BE", respondeu Catarina Martins aos jornalistas à margem de uma ação da campanha autárquica, em Espinho, distrito de Aveiro.

A polícia espanhola confiscou na quarta-feira, nos arredores de Barcelona, quase dez milhões de boletins de voto que iam ser utilizados no referendo, marcado para 01 de outubro, e numa outra operação revistou uma série de edifícios do Governo regional e deteve 14 pessoas alegadamente envolvidas na preparação da consulta popular.

De acordo com uma posição de quarta-feira da direção do BE à qual a agência Lusa teve acesso, "o Bloco de Esquerda condena veementemente a repressão exercida pelo Reino de Espanha na Catalunha, detendo pessoas, com e sem responsabilidades políticas, ameaçando milhares de outras, confiscando materiais de propaganda e proibindo atos públicos pacíficos, como forma de impedir a todo o custo a realização de um referendo na Comunidade com capital em Barcelona".

"A violência não pode ser a forma de relação entre o Estado e as autoridades eleitas na Catalunha. Tratando-se de uma diferença política não pode ser resolvida como um caso de polícia sob o pretexto de estar em curso uma ilegalidade", critica o BE.

O partido "solidariza-se com aqueles que na Catalunha e em Espanha defendem o direito do povo catalão a decidir e exigem a reposição das condições democráticas para o efeito".

Num comício realizado na quarta-feira, em Almada, o fundador do BE, Fernando Rosas, deixou "uma saudação fraterna ao povo da Catalunha", considerando aquilo que está em causa "é a liberdade de expressão e de reunião", numa crítica ao "abuso autocrático e antidemocrático" do governo espanhol.

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