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Catalunha: Democratas avisam que independência é "indiscutível" e Madrid admite "todos os cenários"

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/10/2017 Administrator

O líder dos Democratas da Catalunha, Antoni Castellà, advertiu hoje que a declaração unilateral de independência (DUI) é "indiscutível", enquanto o Governo de Madrid admitiu "todos os cenários", incluindo a suspensão da autonomia política da região (artigo 155.º).

A vice-presidente do Governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, declarou esta manhã que o executivo central contempla "todos os cenários", incluindo a aplicação do artigo 155.º da Constituição - que permitiria obrigar a Generalitat a cumprir a lei -, para responder à declaração da independência da Catalunha que previsivelmente será proclamada esta terça-feira no parlamento regional pelo presidente do governo catalão, Carles Puigdemont.

"Há que ter em conta todos os cenários, contemplá-los todos, ter todos preparados", assinalou, em entrevista à rádio espanhola COPE, depois de sublinhar que o "fanatismo" de Puigdemont impede qualquer esperança de que regresse à sanidade e à serenidade.

Sáenz de Santamaría apontou discrepâncias entre declarações do líder do governo catalão e de alguns membros do seu partido sobre o que vão fazer.

"Há divisão, há preocupação, estão assustados, mas temos visto muito fanatismo e temos de estar preparados para tudo", disse, fazendo um apelo às "pessoas sensatas" da Generalitat.

Por seu lado, Castellà, líder dos Democratas - partido no poder na Catalunha --, defendeu que a declaração de independência é uma "linha vermelha inultrapassável" para o partido, tendo em conta o resultado favorável à secessão obtido no dia 01 de outubro, e que deveria ser vinculativo segundo a lei do referendo, que foi suspensa pelo Tribunal Constitucional espanhol.

"Nem a lei do referendo é simbólica, nem o povo que votou maciçamente é simbólico, nem os cidadãos que foram alvo da brutal violência policial eram simbólicos", sustentou Castellà, que defendeu que a declaração de independência deve ser "formal" e não "em diferido".

Para os Democratas, a eventual aplicação do artigo 155.º "não teria nem efeitos políticos nem jurídicos sobre território catalão".

"A declaração de independência faz com que o quadro jurídico espanhol não seja vinculativo, pelo que a aplicação do artigo 155.º não teria efeitos", declarou Castellà, que instou o Governo de Madrid a "respeitar a vontade democrática da maioria dos cidadãos", e a abrir "um processo de negociação" com o Governo catalão sobre a secessão.

"A negociação e a mediação são possíveis e desejáveis, mas sempre posteriormente à declaração de independência para dizermos ao mundo que somos um sujeito político", sublinhou.

Face às vozes soberanistas que, nos últimos dias, têm procurado enfraquecer os efeitos da declaração de independência, Castellà exigiu "lealdade para com os cidadãos, para com a lei do referendo e para com o presidente Puigdemont".

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