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Catalunha: Diretor-geral dos Mossos d'Esquadra envia carta de despedida aos seus homens

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/10/2017 Administrator

O diretor-geral dos Mossos d'Esquadra (polícia regional da Catalunha), Pere Soler, enviou hoje uma carta de despedida aos seus homens, depois de ser destituído pelo Governo, face à aplicação do artigo 155 da Constituição.

"Quero despedir-me tal como comecei, a dizer a todos que vou estar sempre presente na defesa deste corpo e às vossas ordens", disse Pere Soler na sua carta de despedida, sendo o primeiro dos elementos demitidos pelo governo espanhol a aceitar a sua demissão.

Na carta dirigida a todos os elementos dos Mossos d'Esquadra, Pero Soler refere que está "orgulhoso" do trabalho efetuado pela polícia regional da Catalunha e acredita que vão continuar a desempenhar as suas funções com respeito pelos direitos e liberdades "sobre qualquer comando".

Pere Soler lamenta que o processo de independência tenha afetado a polícia regional, frisando que foram imputadas acusações "injustas e sem motivos por falta de planeamento ou atividade nos dias 20 de setembro ou 01 de outubro".

Pere Soler assegura que o desempenho dos Mossos d'Esquadra foi "muito mais eficiente" do que o de outras forças de segurança, "sem produzir, em qualquer caso, qualquer pessoa ferida".

Governo espanhol ordenou hoje a destituição do presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, o vice-presidente, Oriol Junqueras, e todos os 'consellers' (ministros regionais) da Generalitat, medidas ao abrigo da aplicação do artigo 155 da Constituição.

O anúncio das primeiras medidas ao abrigo do artigo 155 coube ao presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, que falava na sede do governo central, na Moncloa, em Madrid, a seguir a um conselho de ministros convocado para o efeito.

Além da destituição do presidente, do vice-presidente e dos "consellers" regionais da Catalunha, Rajoy também anunciou a extinção das representações do governo regional (Generalitat) no estrangeiro, entre as quais se conta a de Portugal, mas com exceção da delegação de Bruxelas.

Também ficam encerrados os gabinetes do presidente e do vice-presidente na Generalitat, o Conselho de Transição Nacional (órgão criado para assessorar o governo regional sobre uma independência) e o Conselho de Diplomacia Pública (Diplocat).

O Governo destituiu igualmente o diretor-geral dos Mossos d'Esquadra (polícia regional da Catalunha), Pere Soler.

Entre as medidas aprovadas conta-se ainda a designação dos ministérios nacionais para executar o que for necessário em lugar dos órgãos administrativos catalães, agora desprovidos de "consellers".

O senado espanhol (câmara alta) aprovou hoje a aplicação inédita do artigo 155 da Constituição, que permite ao governo central suspender parte ou na totalidade a autonomia de uma região espanhola.

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