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Catalunha: Filas com centenas de eleitores nos centros de votação à espera de começo de votação

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/10/2017 Administrator

Barcelona, Espanha, 01 de fev (Lusa) -- Centenas de eleitores, na sua esmagadora maioria pró-independência, começaram a formar filas em frente de colégios eleitorais ainda abertos para evitar que estes sejam fechados pela polícia e para poderem votar a partir das 09:00 (08:00 em Lisboa).

"Estou aqui para evitar que a polícia feche o colégio eleitoral e para exercer o meu direito de voto", explicou Pau Suris à agência Lusa na fila cada vez mais compacta em frente à escola Rainha Violant, no Bairro de Gràcia, em Barcelona.

Este apoiante da causa separatista, que chegou às 05:00 (04:00), assegura que os presentes irão utilizar uma "resistência pacífica" no caso de a polícia tentar fechar o colégio eleitoral.

As forças de segurança deram até às 06:00 (05:00 em Lisboa) de hoje para os ocupantes abandonarem as escolas, mas várias dezenas de pais, professores e moradores dormiram pela segunda noite consecutiva na escola para impedir que esta fosse selada pela polícia.

"Estou aqui para defender a democracia", afirma Marc Coll, que há duas noites dorme com mais cerca de seis dezenas de populares num corredor da escola Rainha Voilant, "para evitar que a Polícia Nacional e a Guardia Civil fizessem alguma represália".

Nos corredores da escola, várias pessoas continuavam deitadas no chão dentro de sacos-cama e numa sala próxima começava a ser servido o pequeno-almoço, tudo num ambiente de amena cavaqueira.

Os Mossos d'Esquadra (polícia regional) já declararam que não irão desalojar as pessoas com violência.

Os movimentos separatistas desde quarta-feira que pedem aos eleitores para assegurar a abertura de locais de voto com "filas gigantes e ordenadas", para mostrar que conseguiram organizar o que gostariam que fosse um referendo vinculativo.

Os opositores à independência, que os estudos de opinião indicam serem maioritários, não participaram na campanha eleitoral nem irão votar, para não darem credibilidade a uma consulta que também consideram ser ilegal.

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu no início de setembro, como medida cautelar, todas as leis regionais aprovadas pelo Parlamento e pelo Governo da Catalunha que davam cobertura legal ao referendo de autodeterminação convocado para hoje.

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional da Catalunha desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declararem que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência, mesmo sem o acordo de Madrid.

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