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Catalunha: Governo espanhol adia aprovação de Orçamento para 2018

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/09/2017 Administrator

O Governo espanhol decidiu adiar a apresentação prevista para sexta-feira do Orçamento de Estado para 2018 depois de constatar que o Partido Nacionalista Basco, necessário para a sua aprovação, se nega a fazê-lo enquanto não se resolva a questão catalã.

"Não estamos seguros sobre o apoio" que temos, admitiu o ministro da Fazenda, Cristóbal Montoro, para justificar a decisão, acrescentando que, mesmo assim, espera que as contas do Estado "estejam definitivamente aprovadas no começo de 2018".

O Governo minoritário do Partido Popular (PP, direita) já negociou e ainda conta com o apoio, no futuro, do Partido Nacionalista Basco (PNV, nacionalista de direita), maioritário no País Basco e com deputados em Madrid necessários para que o Orçamento seja aprovado.

O apoio do PNV é imprescindível, visto que, entre os maiores partidos nacionais, apenas o Ciudadanos (centro) apoia as contas para o próximo ano, tendo o PSOE (socialistas) e o Unidos Podemos (coligação de extrema-esquerda) já manifestado a sua oposição.

A tensão está a aumentar entre o Governo de Madrid e o executivo regional da Catalunha a quatro dias de um referendo convocado pelas autoridades regionais que já foi considerado ilegal pelas instituições espanholas.

Madrid tem reforçado a presença de polícias enviados de todo o território espanhol e está a desmontar o dispositivo montado para a realização do referendo.

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu no início do corrente mês, como medida cautelar, todas as leis regionais aprovadas pelo Parlamento e pelo Governo da Catalunha que davam cobertura legal ao referendo de autodeterminação convocado para 01 de outubro.

Apesar das decisões dos tribunais e da pressão de Madrid, o presidente do Governo catalão, Carles Puigdemont, mantém que o referendo de autodeterminação se irá realizar.

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional da Catalunha desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declararem que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência, mesmo sem o acordo de Madrid.

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