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Catalunha: Governo regional pede "mediação internacional" e exige saída de polícias

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/10/2017 Administrator

O presidente do governo regional da Catalunha, Carles Puigdemont, insistiu hoje no pedido de uma "mediação internacional" para o conflito catalão e exigiu a "retirada de todos os efetivos policiais" enviados para a região para impedir o referendo independentista.

Após uma reunião extraordinária do executivo catalão convocada na sequência dos acontecimentos ocorridos este domingo na Catalunha, em que, segundo a Genaralitat, 893 pessoas foram feridas nas cargas policiais, Puigdemont denunciou os "graves atos de violência" protagonizados por "comandos de medo" da Polícia Nacional e da Guardia Civil deslocadas para todo o território da Catalunha.

O governo catalão decidiu "exigir a retirada de todas as forças policiais enviadas para a Catalunha para esta repressão", declarou, numa conferência de imprensa.

Carles Puigdemont voltou a defender a necessidade de uma "mediação internacional" para o conflito.

"Precisamos da presença de uma terceira parte, que deve ser internacional para ser eficaz", sustentou.

O governante considerou que a mediação internacional pode ter origem em distintos fóruns especializados na resolução de conflitos, mas disse ser "evidente" que a União Europeia "deve apadrinhar" este processo.

Para Puigdemont, a UE tem de "deixar de olhar para o outro lado" perante o que disse serem as "violações" da carta europeia de direitos fundamentais, alegando que a questão já não é só um assunto interno, mas "um assunto europeu".

Insistiu que "o resultado do referendo vincula" o governo regional, mas acrescentou: "Nós queremos entender-nos com o Estado espanhol".

"O Governo remete os resultados, invoca a lei do referendo e o parlamento toma as decisões", disse o governante.

Carles Puigdemont adiantou que o governo catalão, que se reuniu hoje, "não decidiu declarar a independência".

"Se houver mediação, falamos sobre tudo e, se não, também explicámos o que se passará", referiu.

Na sua declaração, o responsável do executivo regional disse ainda desejar a instauração de um "ambiente mais descontraído".

O governo catalão anunciou que apoia a greve geral convocada para terça-feira na Catalunha, pelo que não realizará a sua reunião habitual das terças-feiras.

"A greve geral ajuda a reforçar o que fizemos no domingo e o que faremos nos próximos dias. Deve servir para mostrar o nosso empenho cívico", considerou.

Hoje de manhã, o presidente da Generalitat, além de outros governantes catalães, e a presidente da câmara de Barcelona, Ada Colau, encabeçaram uma concentração com centenas de pessoas, na capital catalã, para protestar contra as cargas policiais de domingo.

Os manifestantes receberam os dirigentes com aplausos e gritos, como "Votámos", "Independência", "Não temos medo" ou "Somos gente pacífica, só queríamos votar".

O departamento de saúde da Generalitat elevou para 893 o número de pessoas que ficaram feridas ou sofreram contusões como consequência da intervenção das forças de segurança para impedir o referendo.

Dos feridos, quatro permanecem hospitalizados, dos quais dois em estado grave -- um que foi atingido com uma bala de borracha num olho e outro que sofreu um enfarte.

O referendo de domingo sobre a independência da Catalunha foi marcado pela intervenção da polícia espanhola, que tentou encerrar alguns centros eleitorais, numa ação que teve momentos muito violentos, que passaram nas televisões de todo o mundo.

O governo regional (Generalitat) anunciou na madrugada de segunda-feira que 90% dos catalães votaram a favor da independência no referendo, tendo exercido o direito de voto 42 por cento dos 5,3 milhões de eleitores.

A consulta popular foi marcada pela Generalitat, dominada pelos separatistas, tendo o Estado espanhol, nomeadamente o Tribunal Constitucional, declarado que a consulta era ilegal.

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