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Catalunha: Ministério Público pede prisão sem fiança para chefe dos Mossos d'Esquadra

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/10/2017 Administrator

O Ministério Público da Audiência Nacional - uma instância especial da justiça espanhola - pediu hoje prisão sem direito a fiança para o chefe dos Mossos d'Esquadra pela inação no referendo de independência da Catalunha, a 01 de outubro.

A juíza Carmen Lamela da Audiência Nacional - uma instância especial espanhola com jurisdição nacional e especializada em crimes graves, como corrupção e terrorismo - vai decidir ainda hoje se aceita ou não o pedido dos procuradores para a prisão sem direito a fiança do major Josep Lluís Trapero.

Trapero, que prestou declarações em tribunal durante quase duas horas como investigado por sedição, abandonou o tribunal cerca das 15:25 (menos uma hora em Lisboa), regressando novamente às 18:00 para ouvir a decisão da juíza.

Antes do líder da polícia regional, a juíz Lamela já tinha deixado sair em liberdade a intendente da polícia regional da Catalunha, os Mossos d´Esquadra, Teresa Laplana, mas exigindo apresentações quinzenais, a entrega do passaporte e a proibição de sair de Espanha. O Ministério Público tinha pedido prisão para Teresa Laplana com fiança de 400 mil euros.

O processo independentista da Catalunha entrou num novo momento crítico na sequência da realização, a 01 de outubro, de um referendo pela soberania na região, considerado ilegal pela justiça espanhola. Na consulta - organizada pelo governo regional e dirigido apenas aos catalães, o que contraria a Constituição - o "sim" ganhou com 90% dos votos, mas os resultados não foram certificados por entidades independentes.

A votação ficou marcada por cargas policiais da Guardia Civil e da Polícia Nacional espanhola, que visavam impedir o referendo, uma vez que a grande maioria dos agentes da polícia regional catalã, os Mossos d'Esquadra, não cumpriu uma ordem nesse sentido do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha.

Foram apresentadas várias queixas contra os Mossos d'Esquadra, considerando que a polícia regional agiu como "polícia política" a mando da Generalitat (governo regional), que defendia não só a realização do referendo ilegal como a resposta "sim" no mesmo.

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