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Catalunha: Partido escocês separatista pede a Espanha que respeite referendo

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/10/2017 Administrator

O Partido Nacional Escocês apelou a Madrid para que respeite o resultado do referendo a favor da independência da Catalunha, considerado ilegal, numa moção adotada por unanimidade no seu congresso anual.

"A conferência (...) pede ao governo espanhol que respeite o voto em massa a favor do 'sim' no referendo catalão como expressão da vontade democrática do povo da Catalunha", de acordo com o texto da moção do SNP (na sigla original).

Os separatistas catalães gozam de um forte apoio da Escócia, três anos após uma tentativa falhada de independência deste território britânico.

Na moção, o SNP também apela às Nações Unidas, à União Europeia e ao Conselho da Europa "a agir para desempenhar um papel de intermediário nas negociações com o objetivo de facilitar uma solução acordada".

Um deputado do SNP, Douglas Chapman, denunciou a "violência" utilizada por Espanha "contra o seu próprio povo".

"Nós devemos assegurar uma mediação e garantir um futuro pacífico" nesta região do nordeste de Espanha, declarou, antes do voto no congresso do SNP.

A Espanha está mergulhada numa crise desde a realização, a 01 de outubro, de um referendo de autodeterminação, proibido pela justiça e não reconhecido pelo Governo de Madrid, e em que os independentistas catalães reclamam vitória, com 90% de votos favoráveis ao 'sim' e uma taxa de participação de 43%.

O dia da votação ficou marcado pela violência policial sobre cidadãos que pretendiam votar ou assegurar a possibilidade de voto, e que, segundo as autoridades regionais, causou perto de 900 feridos.

O presidente do Governo catalão, Carles Puigdemont, admite declarar esta terça-feira a independência, no parlamento regional, caso o Governo central, liderado por Mariano Rajoy, continue a recusar uma mediação.

Este fim-de-semana, centenas de milhares de catalães saíram à rua para exigir ao líder catalão que renuncie.

A Europa segue com preocupação a evolução da crise catalã.

Face às ameaças de secessão de Catalunha, onde vive 16% da população espanhola, a chanceler alemã, Angela Merkel, reafirmou no sábado, numa conversa telefónica com o seu homólogo espanhol, o seu "apoio à unidade de Espanha".

Por seu lado, Paris advertiu que a independência da Catalunha não seria reconhecida e significaria imediatamente uma saída da região da União Europeia.

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