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Catalunha: Porta-voz do governo catalão diz que 73% das mesas de voto estão a funcionar

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/10/2017 Administrator

O porta-voz da presidência e do Governo da Catalunha, Jordi Turull, apelou hoje ao voto no referendo e à "defesa de forma cívica e pacífica do direito fundamental ao voto", garantindo que 73% das mesas eleitorais estão a funcionar.

Turull deu hoje pela segunda vez uma conferência de imprensa no International Press and Broadcasting Center, gerido pelo grupo privado de comunicação Mediapro, em que pediu para que "a cidadania prossiga como até agora, defendendo de forma cívica e pacífica o seu direito fundamental a votar".

O responsável disse que "73% das mesas eleitorais estão abertas e estão a funcionar", o que corresponde a 4.561 mesas de voto.

Lamentando que se vejam "imagens da época do preto e branco" em algumas atuações policiais contra os centros de votação, Jordi Turull garantiu que "a maioria dos colégios está a funcionar".

O porta-voz da presidência e do governo catalães sublinhou que, apesar dos incidentes, "vale sempre a pena defender a democracia" e rejeitou "render-se face à violência do Estado".

Além disso, Turull pediu "paciência" aos eleitores e indicou que estão a ocorrer "ataques e bloqueios informáticos constantes" ao sistema de registo dos votos, acrescentando que as mesas de voto têm um telefone para contactar a assistência técnica da Generalitat, que está a solucionar os problemas que surgem.

Os catalães apoiantes da independência da região estão hoje a tentar votar num referendo suspenso no início do mês pelo Tribunal Constitucional espanhol e as autoridades de Madrid a tentarem impedir a realização da consulta popular com milhares de agentes da Polícia Nacional e Guardía Civil na rua.

Centenas de eleitores, na maioria pró-independência, começaram ainda de madrugada a formar filas em frente às escolas onde foram instaladas assembleias de voto -- ocupadas há dois dias por populares que queriam garantir a votação de hoje - para evitar que estes fossem fechados pela polícia.

Os Mossos d'Esquadra (polícia catalã) fecharam dezenas de colégios eleitorais em toda a Catalunha, embora em alguns locais se tenham limitado a registar a concentração popular e saído sob aplausos da população.

Já a Polícia Nacional e a Guardía Civil protagonizaram momentos de tensão ao tentar impedir o referendo, tendo mesmo ocupado o pavilhão desportivo da escola em Girona onde deveria votar o líder da 'Generalitat', Carles Puigdemont, e detido vários manifestantes.

Os opositores à independência, que os estudos de opinião indicam serem maioritários, não participaram na campanha eleitoral nem irão votar, para não darem credibilidade a uma consulta que o Estado espanhol considera ser ilegal.

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu no início de setembro, como medida cautelar, todas as leis regionais aprovadas pelo Parlamento e pelo Governo da Catalunha que davam cobertura legal ao referendo de autodeterminação convocado para hoje.

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional da Catalunha desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declararem que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência, mesmo sem o acordo de Madrid.

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