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Catalunha: PR de Cabo Verde admite que executivo não concertou a posição do país

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/10/2017 Administrator

O presidente da República cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, disse hoje não achar "relevante" pronunciar-se sobre a Catalunha, adiantando que o Governo não concertou "explicitamente" com o chefe de Estado o apoio a Espanha nesta questão.

O governo cabo-verdiano expressou quarta-feira solidariedade "inequívoca" com o governo espanhol, defendendo uma Espanha "una e indivisível" e repudiando "todas as tentativas inconstitucionais de alteração política" no país.

"Como Presidente da República, até este momento, não achei que fosse importante ou relevante fazer esse tipo de declaração", disse Jorge Carlos Fonseca.

O chefe de Estado cabo-verdiano falava num encontro com jornalistas, na cidade da Praia, para fazer o balanço do primeiro ano do seu segundo mandato como Presidente, que se assinalou a 20 de outubro.

Admitindo que a posição assumida por Cabo Verde relativamente à Catalunha "não foi explicitamente concertada" com o chefe de Estado, Jorge Carlos Fonseca ressalvou que não é imperativo que, em todas as tomadas de posição em matéria de política externa, tenha que haver explicitamente coordenação.

"Nesta matéria, o Governo terá presumido que não haveria uma falta de sintonia com o Presidente da República", disse Jorge Carlos Fonseca.

Assinalou, no entanto, que "é sempre bom, salutar e positivo que, sobretudo nas questões mais relevantes e que possam suscitar algumas dúvidas, haja uma concertação permanente. Essa coordenação tem existido no geral, mas não há bela sem senão".

Esta é a segunda vez no espaço de poucos meses que o Presidente da República alerta para a necessidade de maior concertação com o Governo em matéria de política externa, depois de já ter feito o mesmo apelo aquando da assinatura com os Estados Unidos da América de um acordo de segurança e militar, cujo conteúdo o chefe de Estado admitiu na altura desconhecer em pormenor.

Sobre a posição assumida pelo Executivo cabo-verdiano em relação à Catalunha, Jorge Carlos Fonseca, considerou tratar-se de um posicionamento natural tendo em conta as relações entre os dois países.

"Entendo a posição clara e inequívoca do Governo de Cabo Verde como previsível e natural. Cabo Verde tem relações diplomáticas e de cooperação com Espanha, que é um parceiro importante e membro da União Europeia. A posição da União Europeia não difere muito da posição tomada pelo Governo de Cabo Verde, que não surpreende nem é imprevisível. É a posição normal", disse.

"O Governo quis dar um sinal de que Cabo Verde está com a Espanha neste processo", sublinhou.

Jorge Carlos Fonseca considerou que globalmente "não tem grandes razões de queixa" da concertação com o Governo, mas admitiu que, sobretudo em matéria de ratificação de acordos e convenções internacionais, gostaria de ver uma prática "mais adequada e conforme às exigências constitucionais".

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