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Catalunha: PSOE apoia "estabilidade" do país "apesar do Governo do PP"

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/10/2017 Administrator

O secretário-geral do Partido Socialista espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, garantiu hoje que apoiará a "estabilidade" do país "apesar do Governo do PP" e que os socialistas "estarão à altura" da "grave crise que ameaça a integridade territorial".

Sem se referir ao Podemos (a terceira maior força partidária), que desafiou o PSOE a juntar forças para fazer cair o Governo do PP pela sua gestão no processo da Catalunha, Sánchez insistiu que os socialistas defenderão sempre o Estado de direito, apesar de um PP que "está a ser arrastado pelas circunstância" e que superou "os limites da sua própria incapacidade".

"O tempo da inação acabou", considerou o líder do PSOE, que desafiou o presidente do Governo, Mariano Rajoy, a liderar um novo tempo de diálogo entre o Estado e a Catalunha.

Numa declaração, sem direito a perguntas, na sede do partido, o dirigente socialista expressou o seu "profundo desacordo" em relação às cargas policiais que ocorreram hoje na Catalunha, durante o referendo independentista, considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional.

Sánchez desejou a rápida recuperação dos feridos e exigiu responsabilidades às chefias que ordenaram estas intervenções.

O socialista considerou que os acontecimentos de hoje na Catalunha são "uma crónica anunciada" do "fracasso" de duas políticas, que terminam da "pior forma possível": o "ataque" à Constituição encabeçado pelo presidente do executivo regional catalão, Carles Puigdemont, e a falta de diálogo do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ao "fechar portas à política" para resolver este conflito.

O secretário-geral do PSOE advertiu ainda que esta consulta, "sem qualquer garantia", não pode servir ao bloco separatista para declarar unilateralmente a independência da Catalunha.

O líder socialista lembrou que o seu partido sempre defendeu o Estado de direito, as suas regras e instituições, bem como a integridade territorial de Espanha, que "hoje está em perigo".

"Estamos perante um cenário em que as discrepâncias ideológicas devem ficar em segundo plano", defendeu, considerando que a unidade deve prevalecer "sobre os símbolos dos partidos e os cálculos eleitoralistas".

Já o presidente do Ciudadanos (quarta força política no parlamento espanhol), Albert Rivera, sustentou que Rajoy foi "ingénuo" ao acreditar que os Mossos d'Esquadra (polícia regional) atuariam com lealdade e obedeceriam às ordens judiciais, comentando que "haverá tempo" para que o primeiro-ministro explique por que o fez.

Tendo em conta os acontecimentos de hoje -- marcados por cargas policiais contra populares catalães que exigiam votar no referendo - Rivera disse que não se pode falar de "êxito" nem estar "eufóricos", porque houve mesas de voto a funcionar, bem como "agressões".

A justiça espanhola considerou ilegal o referendo sobre a independência convocado para hoje pelo governo regional catalão, e deu ordem para que a polícia regional fechasse os locais de votação.

A Guardia Civil e a Polícia Nacional espanhola foram chamadas a atuar, protagonizando os maiores momentos de tensão, para impedir o referendo.

Estas forças realizaram cargas policiais e entraram à força em várias assembleias de voto que tinham sido ocupadas por pais, alunos e residentes numa tentativa de garantir que permaneceriam abertos.

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