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Catalunha: Rússia reafirma que a crise catalã é "assunto interno de Espanha"

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/10/2017 Administrator

A Rússia assinalou hoje, após a declaração unilateral de independência do parlamento da Catalunha, que a sua posição "não se alterou", ou seja que se trata de um assunto interno de Espanha.

"A nossa posição sobre este tema é consistente e não se alterou. Já a tornamos pública repetidas vezes na página web do Ministério de Exteriores [Negócios Estrangeiros]", disse a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.

Trata-se da primeira reação de alto nível de Moscovo desde que o parlamento regional catalão aprovou hoje uma declaração unilateral de independência. O Kremlin ainda não fez declarações sobre o tema.

Zakharova recordou que Moscovo pronunciou-se sobre a crise independentista catalão "antes do referendo (de 01 de outubro), imediatamente depois do referendo, e em reiteradas ocasiões, cada vez que Madrid ou as autoridades regionais tomavam medidas".

Nas últimas semanas os dirigentes russos repetiram varias vezes que o conflito catalão é um "assunto interno" de Espanha e manifestaram a sua confiança na resolução da crise no quadro da legislação espanhola.

A 19 de outubro, o Presidente russo, Vladimir Putin, insistiu nessa posição, mas criticou também os "dois pesos e duas medidas" dos países ocidentais, que em tempos apoiaram a "desintegração" de outros Estados (uma referência ao caso do Kosovo).

"Acontece que, para alguns dos nossos colegas, por um lado há bons combatentes pela liberdade e por outro há separatistas que não podem defender os seus direitos nem com a ajuda de mecanismos democráticos", disse Putin.

O parlamento regional catalão aprovou hoje à tarde uma resolução a favor da independência da Catalunha. Os Estados Unidos, a NATO e a UE em peso (Estados-membros e principais dirigentes) recusaram de imediato reconhecer a Catalunha como estado soberano.

"Para a UE, nada muda. A Espanha continua a ser o nosso único interlocutor", considerou o presidente do Conselho da UE, Donald Tusk, apelando a Madrid para que "opte pela força do argumento e não pelo argumento da força".

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, considerou que a UE "não precisa de mais fissuras, de mais fraturas".

"Não nos queremos intrometer neste debate hispano-espanhol, mas não desejaria que amanhã a União Europeia fosse composta de 95 Estados-membros", afirmou.

Pela ONU, o porta-voz do secretário-geral das Nações Unidos, Farhan Haq, indicou que "António Guterres encoraja todos as partes a procurar soluções dentro do quadro constitucional espanhol", indicou

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, expressou a mesma opinião: "o problema da Catalunha é um assunto interno que deve ser resolvido no quadro da ordem constitucional espanhola".

Os Estados Unidos, através da porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, destacaram que apoiam "as medidas constitucionais do Estado espanhol que visam manter uma Espanha forte e unida".

Portugal, a França, a Alemanha, o Reino Unido e a Itália foram mesmo mais claros, ao afirmar que "não reconhecem a declaração de independência" adotada pelo parlamento catalão.

Noutros países com peso na NATO, o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, declarou que "o Canadá reconhece uma Espanha Unida", enquanto o ministério dos Negócios Estrangeiros turco salientou que a Turquia espera "uma solução baseada na democracia e no Estado de Direito".

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