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Catalunha: Radicais de direita irrompem em manifestação em Madrid a favor do referendo

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/10/2017 Administrator

A presença de radicais de direita na manifestação que decorre na Porta do Sol, em Madrid, a favor do direito dos catalães decidirem o seu futuro em referendo, provocou tensão no início do protesto, vigiado pela polícia.

Antes do início da concentração, um grupo de ultras que transportavam a bandeira espanhola irrompeu pela zona da Porta do Sol, gritando 'Não nos enganam, Catalunha não é Espanha', mas foi isolado pela polícia.

A entrada destes ultrarradicais deu lugar a um confronto verbal com os participantes na manifestação, e foi então que se geraram os momentos de tensão.

Aos gritos dos radicais, os manifestantes que acorreram à convocatória responderam com palavras de ordem como 'Madrid será o túmulo do fascismo', 'Rajoy, demissão' e 'sim, sim, sim, direito a decidir'.

A manifestação tem no seu início um cartaz onde se pode ler 'Madrid pelo direito a decidir e contra a repressão', segundo a agência de notícias espanhola Efe.

A justiça espanhola considerou ilegal o referendo pela independência convocado para hoje pelo governo regional catalão e deu ordem para que a polícia regional fechasse os locais de votação.

Face à inação da polícia regional em alguns locais, foram chamadas a Guardia Civil e a Polícia Nacional espanhola. Foram estes corpos de polícia de âmbito nacional que então protagonizaram os maiores momentos de tensão para tentar impedir o referendo.

A Guardia Civil e a Polícia Nacional espanhola realizaram cargas policiais e entraram à força em várias assembleias de voto que tinham sido ocupadas por pais, alunos e residentes, numa tentativa de garantir que os locais permaneceriam abertos.

O departamento de saúde do governo catalão anunciou que 465 pessoas foram atendidas hoje nos hospitais e centros de saúde, "na sequência das cargas policiais", para impedir o referendo pela independência na região.

A meio da tarde os Serviços de Saúde da Catalunha informaram que o número de pessoas feridas nos distúrbios ascendia a 91 pessoas, um número muito inferior ao que o governo regional catalão estava a divulgar nessa altura: 337.

Um porta-voz dos Serviços de Saúde catalães confirmou que tinham dado entrada nos hospitais e centros de saúde 337 pessoas, mas que muitas delas tinham sido atendidas por se terem sentido mal ou por problemas ligeiros [tonturas, ataques de ansiedade, indisposições].

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