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CDS/Açores diz que a TAP vai deixar de transportar macas e incubadoras, companhia nega

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/07/2017 Administrator

O líder do CDS-PP/Açores alertou hoje para possíveis dificuldades na retirada de doentes para o exterior do arquipélago, alegando que a TAP iria deixar de transportar macas e incubadoras, mas a companhia aérea nega-o.

"A TAP Portugal acaba de informar, oficialmente, todos os seus clientes, agentes e operadores de que, 'com efeito imediato', deixa de transportar macas e incubadoras nos seus aviões", adiantou Artur Lima, num requerimento entregue hoje na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

Questionada pela Lusa, fonte oficial da TAP negou, no entanto, que a companhia aérea tenha decidido extinguir este serviço.

"No processo de reconfiguração dos aviões, a TAP teve de proceder à encomenda de novas macas que estão a ser adquiridas. Dessa forma, a TAP atualmente tem um número limitado de macas em operação, pelo que o serviço de transporte deve ser solicitado e coordenado antecipadamente", salientou.

Segundo o líder centrista, o fim do transporte de macas e incubadoras na TAP poderia colocar "em perigo as evacuações de doentes açorianos para serviços especializados de saúde no continente português", tendo em conta que a única companhia aérea que também efetua este serviço nos Açores, a Azores Airlines, do grupo SATA, tem efetuado ligações "muito irregulares, insatisfatórias, não respondendo às necessidades dos passageiros e aos requisitos mínimos exigidos para um serviço de qualidade, devido a sucessivos atrasos e cancelamentos de voos entre Lisboa e as Lajes [ilha Terceira]".

Artur Lima realçou, por outro lado, que no caso da ilha Terceira, "na maioria dos dias do ano, a Azores Airlines só realiza uma ligação" a Lisboa e à noite, sendo os voos diurnos assegurados pela TAP ou pela Ryanair, que não presta este serviço.

O CDS-PP perguntou em requerimento ao Governo Regional que garantias poderia dar de que o serviço de transporte de macas e incubadoras iria continuar a ser "assegurado com pontualidade, regularidade, eficácia e seguranças exigidas, sempre que necessário".

Questionado pelos jornalistas, à margem de uma audição na Comissão de Política Geral, em Angra do Heroísmo, o secretário regional da Saúde, Rui Luís, disse que já tinha entrado em contacto com o ministro do Planeamento e com o presidente da TAP, estando a aguardar que a companhia aérea prestasse um esclarecimento público sobre esta situação.

"Vamos aguardar e pensamos que tudo se resolverá", frisou.

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