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CDU acusa autarca de Braga de "puro oportunismo político" com cinema São Geraldo

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/07/2017 Administrator

A CDU acusa o autarca de Braga de "puro oportunismo político", ao mudar de posição face ao antigo cineteatro São Geraldo, mas saúda a decisão de evitar, "pelo menos para já", a demolição daquele equipamento cultural.

Em declarações à Lusa, o vereador daquela força política, Carlos Almeida, considerou que a decisão do executivo liderado por Ricardo Rio (PSD/CDS-PP/PPM) de arrendar o antigo cinema, propriedade da Arquidiocese de Braga, para a instalação de um Media Arts Centre, cerca de um ano depois de anunciado o projeto da igreja que previa transformar aquele equipamento em galerias comerciais e habitacionais, é um "ato de contrição do autarca".

Isto porque, explicou, a decisão agora anunciada vem ao "arrepio de tudo quanto foi dito" pelo executivo que "sempre defendeu" que a autarquia "nada podia fazer", uma vez que o edifício pertencia a um privado e não à espera pública.

"A CDU quer deixar bem claro que não acredita na genuinidade da mudança de opinião de Ricardo Rio, esta é uma decisão contrária às suas convicções, motivado apenas por mero eleitoralismo", acusou Carlos Almeida.

O vereador lembrou que a CDU "apelou para que se negociasse com o proprietário e apresentou, em conjunto com o PS, uma proposta de suspensão das operações urbanísticas e o estudo de outras soluções para o cineteatro", sugestão, apontou, "que foi chumbada por Ricardo Rio e pelos seus vereadores que "inviabilizaram também a abertura do procedimento de classificação do imóvel como bem cultural de Interesse Municipal".

Além disso, referiu, "Ricardo Rio e o vereador do urbanismo optaram por dar luz verde ao projeto que previa a demolição do São Geraldo e agora, perante a aproximação das eleições autárquicas, invertem posições".

Para a CDU trata-se de "um ato de puro oportunismo político".

No entanto, salientou Carlos Almeida, a CDU congratula-se por se ter conseguido evitar "pelo menos para já, a demolição de um importante equipamento cultural da cidade de Braga, espaço de inquestionável valor simbólico, social e patrimonial".

"Este feito deve-se, na sua maioria, à incansável luta e persistência dos que não se resignaram às diversas soluções apresentadas pelo proprietário e defendidas pelo poder municipal, ao longo dos anos, que previam a conversão do cineteatro noutro tipo de equipamentos ou usos", referiu.

O contrato de arrendamento do edifício onde funcionava o cinema São Geraldo vai ser analisado na reunião do executivo camarário de segunda-feira, dia 24, e prevê o pagamento de uma renda mensal de 12.500 euros mensais, sendo que a câmara fica isenta do pagamento daquela quantia nos primeiros nove meses da vigência do contrato, ficando a pagar, nos seis meses seguintes, metade daquele valor e nos três meses subsequentes 75%, pelo que só em fevereiro de 2019 a autarquia irá começar a pagar a renda integral

Carlos Almeida deixou ainda um aviso: "nós mantemos a nossa posição de defesa do cineteatro São Geraldo como equipamento cultural, mas não vamos compactuar com negócios prejudiciais ao interesse público", avisou.

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