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CDU de Arcos de Valdevez ausente do dia do concelho em protesto por conflito político

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/07/2017 Administrator

A CDU de Arcos de Valdevez informou que vai faltar hoje às comemorações do dia do concelho, por "entender não existirem razões para celebrações", após o conflito político ocorrido numa reunião da assembleia municipal.

O caso, que ocorreu no final de junho, durante uma reunião ordinária da Assembleia Municipal daquele concelho do Alto Minho, envolve um vereador da Câmara de Arcos de Valdevez (PSD) e o presidente socialista da União de Freguesias de Távora Santa Maria e São Vicente, António Maria Sousa.

O conflito terá tido origem na intenção do vereador Olegário Gonçalves de transformar o Atlético de Valdevez, clube de futebol local, numa Sociedade Anónima Desportiva (SAD) e ocorreu na sequência de uma interpelação do presidente da União de Freguesias de Távora Santa Maria e São Vicente ao presidente da Câmara Municipal, José Manuel Esteves.

Segundo a oposição, o vereador Olegário Gonçalves "reagiu com insultos, ameaças e agressões a António Maria Sousa".

Em comunicado de hoje, a CDU revela que, "em sinal de protesto e face à ausência de consequências políticas dos factos ocorridos na assembleia municipal de 30 de junho, não comparece hoje, de manhã, na cerimónia de entrega da Insígnia Municipal comemorativa dos 40 anos do Poder Local aos autarcas do concelho, integrada nas comemorações do Dia de Arcos de Valdevez, em sinal de protesto".

"É tempo de ponderação, reflexão e, acima de tudo, defesa da democracia. A democracia arcuense necessita de órgãos autárquicos cujo funcionamento não seja perturbado por atos de violência física e psicológica, geradores de um clima de intimidação que é nocivo para o normal funcionamento dos órgãos autárquicos", sustentou aquela estrutura partidária.

Na semana passada, PS, CDS-PP e CDU pediram a intervenção do Presidente da República naquele conflito político.

"Iremos requerer ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa como garante máximo da Constituição, uma audiência para que possa garantir o regular funcionamento do órgão que é a Assembleia Municipal, sem prejuízo de recurso a instituições competentes, nomeadamente, o Tribunal Constitucional, a Comissão Nacional de Eleições e a Associação Nacional de Municípios Portugueses", anunciaram, em conferência de imprensa aquelas forças partidárias.

PS, CDS-PP e CDU exigiram ainda "a renúncia imediata do vereador ou a retirada dos pelouros, pelo presidente de Câmara, acompanhada de um pedido público de desculpas à Assembleia Municipal, bem como a todos os arcuenses".

No dia seguinte ao incidente, em comunicado, depois de a comissão política concelhia do PS ter pedido a demissão do vereador, o PSD "refutou as acusações" por as considerar "falsas" e garantiu "manter o seu apoio incondicional" ao vereador com os pelouros da proteção civil, associativismo, juventude e desporto, gestão de espaços verdes e energia, mercados e feiras, gestão de equipamentos e viaturas municipais e conservação da rede viária e trânsito.

Para o PSD, trata-se de um caso de "descaramento sem limites por transformar o agressor do PS em vítima, depois de este ter feito várias intervenções maldosas, insinuosas, maldizentes, provocadoras e injuriosas, que põem em causa a dignidade e o bom nome de Olegário Gonçalves".

"O PSD lamenta que o PS não se tenha demarcado desta postura inqualificável deste presidente de junta socialista, na Assembleia Municipal. Realmente o que se passou na Assembleia Municipal é uma vergonha para o PS, ao permitir que um seu membro tenha tido um comportamento, repetidamente, indigno para com aquele órgão democrático e todos os restantes eleitos locais, situação que, de resto, tem vindo a acontecer nas ultimas sessões culminando na ofensa ao bom nome e à integridade física do vereador do PSD".

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