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CDU exige manutenção dos hospitais do Centro Hospitalar Lisboa Central

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/08/2017 Administrator

A CDU de Lisboa exigiu hoje a manutenção dos seis hospitais do Centro Hospitalar Lisboa Central, defendendo que o novo hospital "não pode servir de pretexto para o encerramento e desmantelamento" dos restantes.

Na terça-feira, o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, apresentou o modelo do novo Hospital de Lisboa Oriental, que vai custar ao Estado 16 milhões de euros por ano, durante 27 anos, e implicar um investimento total de 300 milhões de euros para construção e manutenção.

Com uma capacidade estimada de 875 camas, o Hospital de Lisboa Oriental, que irá ocupar cerca de 130 mil metros quadrados na zona de Chelas, deverá entrar em funcionamento em 2023.

O Governo estima que a nova infraestrutura absorva as valências existentes nas seis unidades que fazem parte do Centro Hospitalar de Lisboa Central (Hospital de São José, Santa Marta, D. Estefânia, Curry Cabral, Capuchos e Maternidade Alfredo da Costa).

Em comunicado hoje divulgado, a CDU Lisboa afirma que o novo hospital "não pode servir de pretexto para o encerramento e desmantelamento de seis hospitais da cidade de Lisboa [...] que são unidades com especialidades únicas no país".

"Todos estes hospitais receberam em 2016 uma certificação internacional reconhecendo a sua qualidade e excelência", nota a coligação.

No comunicado, a CDU lembra que, em 2009, o Estado vendeu à Estamo -- Participações Imobiliárias os hospitais de São José, dos Capuchos, de Santa Marta e Miguel Bombarda.

"Este último, já desativado, tem relevante função assistencial e valioso património histórico, cujos territórios são equivalentes à área de 16 estádios de futebol, grosso modo, toda a área da baixa pombalina", aponta.

A coligação frisa que "o Ministério da Saúde ficou a pagar anualmente uma renda de seis milhões de euros à Estamo pela utilização dos três hospitais em funcionamento".

"Destes, o Governo vem agora dizer que São José e Santa Marta ficarão afetos à saúde. Mas então porque foram vendidos à Estamo? Continuará o Estado a pagar renda?", questiona.

A CDU recorda ainda que, aquando da revisão do Plano Diretor Municipal, em 2012, a nova versão "desclassificou as áreas envolvidas na Colina de Santana para localização de equipamentos e acabou com a necessidade de planeamento urbanístico", o que "alterou e liberalizou o uso dos solos na Colina de Santana, viabilizando os projetos imobiliários de luxo previstos".

Isto por proposta da maioria PS na Câmara de Lisboa, o que mereceu o voto contra do PCP no executivo, adianta o comunicado.

"O encerramento dos hospitais do Centro Hospitalar Lisboa Centro constituiria um injustificável e inaceitável ataque a Lisboa e aos lisboetas, mas também aos utentes de todo o país", já que o novo hospital não terá capacidade para absorver os serviços prestados pelos seis" outros, que asseguram 1.200 camas de internamento, conclui a CDU.

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