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CDU receia "absolutismo" na Assembleia Municipal do Porto e BE critica PSD

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Administrator

Na primeira sessão da Assembleia Municipal do Porto após as eleições autárquicas, que ocorreu hoje com a eleição do presidente, a CDU disse esperar que maioria absoluta não seja sinónimo de "absolutismo", enquanto o BE criticou o PSD.

De regresso à Assembleia Municipal (AM) mais de 15 anos depois, o líder da bancada comunista, Rui Sá, lamentou que, na noite das eleições, se tivesse anunciado Miguel Pereira Leite, hoje eleito, como presidente, sem ainda terem decorrido as votações, assim como lamentou que a câmara tenha divulgado a atribuição de pelouros, ainda antes dos vereadores tomarem posse e da reunião de câmara.

"Esperamos que maioria absoluta não se transforme em absolutismo", referiu.

Lembrando que a AM é o "fórum" do debate da cidade e onde se trata "o pulsar" da cidade e das pessoas, Rui Sá anunciou que o partido irá apresentar propostas de alterações ao regimento.

Miguel Leite Pereira, do movimento independente de Rui Moreira, foi hoje reeleito presidente da AM do Porto, com 28 votos a favor, ao passo que Luís Braga da Cruz, indicado pelo PS, recebeu 18 votos.

Rui Moreira, que alcançou maioria absoluta na Câmara do Porto nas autárquicas de 01 de outubro passado, não teve o mesmo resultado para a Assembleia Municipal, ficando com 21 representantes, face a 25 de todas as outras forças políticas, mas o cabeça-de-lista do PSD àquele órgão, Pedro Duarte, anunciou na terça-feira que os seis deputados sociais-democratas decidiram "por consenso e unanimidade" votar "favoravelmente" a candidatura de Pereira Leite.

Na sequência desta votação, a deputada municipal do BE Bárbara Veiga afirmou que o PSD prestou "um mau serviço" à democracia local.

Recusando "maiorias de bloqueios", a bloquista vincou que o partido "está ali" para equilibrar os poderes e para ser a voz de "muitos" munícipes.

Antes, o cabeça-de-lista do PSD, Pedro Duarte, referiu que os sociais-democratas estão "conscientes" do seu sentido de responsabilidade.

"Soubemos ler os resultados eleitorais", salientou, garantindo que serão uma oposição "firme e exigente".

Já Braga da Cruz, derrotado por Pereira Leite, avançou que o PS irá apresentar "propostas construtivas" para a alteração ao regimento como, por exemplo, a criação de comissões temáticas.

O socialista revelou que irá apoiar o executivo municipal sempre que estiver em causa a qualidade de vida das pessoas.

Pela primeira vez com assento na AM, a única deputada do Pessoas-Animais-Natureza, Bebiana Cunha, assumiu que a sua missão é trazer para este órgão "causas mais esquecidas".

"Irei trazer mais compaixão e empatia para a política", sustentou.

Por seu lado, o deputado pelo movimento independente de Rui Moreira, André Noronha, lembrou que o Porto "quer e pode" assumir a transferência de competências, lançando o repto para o debate.

"Trabalhamos pelo Porto e em diálogo com o Porto. É pelo Porto que aqui estamos".

Contabilizando os presidentes das sete Juntas de Freguesia da cidade (Campanhã manteve-se presidida pelo PS e Paranhos pelo PSD), a AM do Porto saída das autárquicas de 01 de outubro é formada por 21 representantes pelo movimento independente e 25 eleitos das restantes forças políticas, designadamente 12 do PS, seis do PSD, três da CDU, três do BE e um do PAN.

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