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Cerca de 70.000 angolanos perderam o trabalho nos petróleos desde 2016 - sindicato

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/10/2017 Administrator

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Organizados do Setor Petrolífero e Afins (STOSPA), Victor Aguiar, estimou hoje que cerca de 70.000 trabalhadores daquele ramo foram despedidos desde 2016, na sua maioria "a margem da lei".

Em declarações à Lusa, o sindicalista explicou que 2016 e 2017 foram os anos com registo de mais despedimentos no setor, afetado pela crise da baixa da cotação do barril de crude no mercado internacional, sendo Angola o segundo maior produtor petrolífero em África.

"Uma situação preocupante e que vem degradar a condição social de muitas famílias", apontou Victor Aguiar.

O responsável acrescentou que as preocupações diárias dos seus filiados envolvem os contratos de trabalho, a questão salarial e "despedimentos arbitrários que continuam a registar-se ao nível das empresas petrolíferas angolanas e estrangeiras".

"Despedimentos feitos à margem da lei e inclusive despedem membros das comissões sindicais protegidos por lei", disse.

Para Victor Aguiar, as ações diárias do sindicato são marcadas por "inúmeras turbulências", devido às constantes preocupações dos trabalhadores do ramo e face ao "comportamento do empregador", mas também pela "inoperância da Inspeção Geral do Trabalho".

"Porque em Angola temos boas leis, mas as boas leis na prática não se fazem sentir e parte fundamental é a Inspeção Geral da Trabalho, que também não fiscaliza. A sua forma de atuação faz que com que os problemas crescem, temos muitos problemas nos tribunais onde não sentimos a ação da Inspeção Geral do Trabalho", explicou.

De acordo com o secretário-geral do STOSPA, as condições dos contratos entre o trabalhador e o empregador também norteiam as preocupações apresentadas pelos filiados do sindicato: "É que acorda-se uma coisa e no terreno acontece outra coisa", acusou.

O Sindicato dos Trabalhadores Organizados do Setor Petrolífero e Afins existe desde 2008 e conta com mais de 5.000 filiados em Angola.

Angola produz diariamente mais de 1,6 milhões de barris de petróleo, produto que representa mais de 95% das exportações nacionais.

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