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Cerca de 75% dos trabalhadores da Águas do Tejo Atlântico aderiram à greve - Sindicato

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/08/2017 Administrator

Cerca de 75% dos trabalhadores da Águas do Tejo Atlântico, que opera na Grande Lisboa, aderiram hoje à greve pela uniformização dos seus direitos e decidiram continuar a luta, exigindo uma resposta do conselho de administração da empresa.

"Os trabalhadores decidiram em plenário continuar a luta e dar um prazo ao conselho de administração da empresa até 15 de setembro para responder positivamente ao seu caderno reivindicativo", disse à agência Lusa o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) Joaquim Sousa.

Após o prazo definido, os trabalhadores vão realizar um plenário geral no dia 20 de setembro para "definir novas formas de luta, que podem passar por uma nova greve".

De acordo com Joaquim Sousa, a Águas do Tejo Atlântico resulta da "fusão de três empresas do grupo Águas de Portugal, mas com realidades diferentes", pelo que a luta visa exigir que "todos os trabalhadores da empresa tenham direitos iguais para trabalho igual".

Os trabalhadores estão em luta "pela uniformização do subsídio de transporte para 99,74 euros, pela uniformização do subsídio de refeição para 7,07 euros, pela uniformização do subsídio de prevenção para 2,23 euros por hora e pela atribuição de subsídio de turno de 8,3% para os trabalhadores que praticam modalidade de horário", lê-se na convocatória de greve.

"A greve teve uma grande adesão no setor operativo, que é o que põe em funcionamento a empresa nas ETAR's [Estações de Tratamento de Águas Residuais] e nas estações elevatórias", declarou o dirigente do STAL, avançando que, "em termos gerais, a adesão no setor operativo foi de 75%".

Segundo Joaquim Sousa, na região do Oeste e na ETAR de Alcântara, em Lisboa, a adesão à greve foi de 100%.

No decorrer da luta de hoje, os trabalhadores asseguraram um piquete de greve para dar resposta a situações graves e urgentes.

Os trabalhadores concentraram-se hoje, pelas 10:30, em frente à sede da empresa Águas do Tejo Atlântico, na ETAR de Alcântara, em Lisboa, manifestando vontade de "continuar a luta na defesa dos seus diretos, porque são mais do que justos", indicou o dirigente do STAL.

Questionado sobre as consequências da greve, Joaquim Sousa disse que "tem a ver com a qualidade do tratamento do esgoto e da água que depois vai para o rio", mas sem afetar diretamente o cidadão.

"É claro que há um conjunto de serviços que hoje tiveram paralisados e que vão ser realizados nos dias seguintes", explicou, frisando que a greve "foi uma grande unidade dos trabalhadores e uma disposição para a luta, para dizer basta".

A Águas do Tejo Atlântico tem como objetivo a recolha, o tratamento e a rejeição de efluentes domésticos e urbanos, de forma regular, contínua e eficiente, provenientes de cerca de 2,4 milhões de habitantes, abrangendo os municípios de Alcobaça, Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Cascais, Lisboa, Loures, Lourinhã, Mafra, Nazaré, Óbidos, Odivelas, Oeiras, Peniche, Rio Maior, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

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