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Cerca de 7,6 milhões de pessoas no Sudão do Sul precisam de ajuda, alerta ONU

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/09/2017 Administrator

Cerca de 7,6 milhões de pessoas no Sudão do Sul precisam de ajuda, alertou hoje a ONU, com vários Estados-membros da organização a assumirem uma "grande frustração" perante a situação de contínua violência neste país nascido em 2011.

Segundo as agências da ONU, "o número total de pessoas que precisa de ajuda no Sudão do Sul atingiu os 7,6 milhões", afirmou hoje no Conselho de Segurança o representante especial das Nações Unidas para este país e chefe da missão da ONU naquele território (MINUS), David Shearer.

Este valor representa um aumento face aos anteriores números mencionados pela organização internacional, que indicavam que pelo menos seis milhões dos 12 milhões de habitantes do Sudão do Sul precisavam de ajuda humanitária.

"O número de pessoas deslocadas no Sudão do Sul está estimado em quase quatro milhões no primeiro semestre deste ano. Entre estes, dois milhões fugiram para países vizinhos: Uganda, Sudão, Etiópia, Quénia e República Democrática do Congo", precisou David Shearer.

A MINUS conta atualmente no terreno com cerca de 13.400 elementos, incluindo militares (também conhecidos como 'capacetes azuis'), polícias e civis.

As relações com o governo de Juba são difíceis e as Nações Unidas têm apelado por diversas vezes ao executivo para facilitar o trabalho das forças de paz.

O Sudão do Sul, o país mais jovem do mundo após a separação do Sudão em 2011, está envolvido num conflito civil desde 2013, depois do Presidente sul-sudanês, Salva Kiir, ter acusado o líder rebelde e ex-vice-Presidente Riek Machar de planear um golpe de Estado.

O conflito já fez, desde dezembro de 2013, dezenas de milhares de mortos.

Em fevereiro passado, o país declarou fome em algumas das suas regiões.

"Todos os meses, a situação agrava-se" e "o governo não entende o apelo [da ONU]" para relançar a aplicação do acordo de paz de 2015 e para facilitar as relações com as forças de manutenção de paz ('capacetes azuis'), denunciou hoje a embaixadora dos Estados Unidos junto da ONU, Nikki Haley, mencionando "estatísticas assustadoras" da realidade vivida naquele país.

"A frustração é grande" e "estamos a pedir ao governo para cooperar" com os 'capacetes azuis', acrescentou a representante norte-americana que deverá deslocar-se a Juba em outubro a pedido do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Outra voz que falou sobre a situação alarmante daquele que é o país mais jovem do mundo foi Jonathan Allen, representante adjunto do Reino Unido junto das Nações Unidas, que sublinhou que "o Sudão do Sul não pode continuar neste caminho".

Allen abordou a possibilidade de impor sanções internacionais a quem "dificultar os progressos para a paz".

Como a sua homóloga francesa, Anne Gueguen. O Sudão do Sul é "um dos países mais perigosos para os trabalhadores humanitários", disse a representante francesa, precisando que "18 deles foram mortos desde o início do ano".

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