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Cervejeira artesanal de Azeméis investe 200.000 euros em linha de engarrafamento

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/08/2017 Administrator

A fábrica de cerveja artesanal Vadia, em Oliveira de Azeméis, investiu 200.000 euros numa linha de engarrafamento automática, para melhor acompanhar o crescimento das vendas e responder às necessidades da procura internacional, revelou hoje fonte empresarial.

O cervejeiro Nicolas Billard, fundador da empresa, afirmou à agência Lusa que o novo equipamento, ao envolver um mecanismo de engarrafamento totalmente automático que viabiliza o enchimento de 1.000 garrafas por hora, "é único no país no contexto da indústria microcervejeira".

A principal vantagem em relação ao sistema de engarrafamento típico das cervejeiras artesanais é a integração no processo de um pasteurizador em túnel, o que "permite estabilizar o produto de forma controlada logo após o enchimento" da garrafa.

Nicolas Billard realçou que, ao permitir o ajuste dos parâmetros de regulação da pasteurização, a nova linha de engarrafamento "estabiliza o produto microbiologicamente e a nível organolético por um período entre um a dois anos, consoante se revele mais adequado em função dos mercados de distribuição a que a cerveja se destina - nomeadamente o interno ou o estrangeiro".

O novo mecanismo também permite enchimento isobarométrico com dupla pré-evacuação - um sistema de vácuo que elimina "quase totalmente o oxigénio que está contido dentro das garrafas antes do seu enchimento" - e executa ainda as fases finais do processo: encapsulamento, secagem e rotulagem.

A aquisição da nova linha de engarrafamento da Vadia surge na sequência de outros recentes investimentos da marca, que em 2015 se mudou de um espaço com 150 metros quadrados para uma unidade com 1.000, onde emprega hoje 11 funcionários e gere um "brew pub" aberto ao público em geral.

Mediante um protocolo de colaboração com a Universidade de Aveiro, a empresa também investiu em 2016 num propagador de leveduras, o que reduz significativamente os custos com os micro-organismos responsáveis pela fermentação e lhes garante uma melhor qualidade no início do processo.

Atualmente, a cervejeira da freguesia de Ossela, Oliveira de Azeméis, pode assim produzir cerca de um milhão de litros de mosto por ano e fermentar 16.000 litros de cerveja por mês.

Segundo Samuel Oliveira, do departamento de comunicação da Vadia, em anos anteriores a produção média foi na ordem dos 100.000 litros de produto e 200.000 euros de vendas, o que resultou de um leque de oferta em que se incluíram sete estilos de cerveja, a "primeira sidra artesanal do país com 100% de maçã portuguesa" e ainda edições especiais em número limitado, como "cervejas envelhecidas em barricas de vinho do Porto".

Agora, com a nova linha de engarrafamento automático, a expectativa é "aumentar a produção anual para 150.000 litros e passar a taxa de exportação de 10 para 15%".

Quanto aos principais mercados da Vadia, o português é o predominante, mas a marca também já está disponível na Suíça, na Bélgica, no Luxemburgo, em França e até na Tailândia, sendo que a grande aposta para 2017 é agora o Brasil.

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