Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Chefe da polícia da Catalunha demite-se a 75 dias de referendo sobre indepandência

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/07/2017 Administrator

O diretor de polícia regional da Catalunha (Mossos d'Esquadra) apresentou hoje em Barcelona a sua demissão, a 75 dias da data anunciada para a realização de um referendo sobre a independência daquela Comunidade Autónoma.

Albert Batlle tinha até agora evitado alinhar-se com as ideias dos partidos independentistas, que procuram a cumplicidade da polícia regional na realização do referendo de 01 de outubro próximo, que o Governo de Madrid recusa.

No cargo desde junho de 2014, Batlle sempre defendeu que os Mossos d'Esquadra deviam ser politicamente neutrais e imparciais e que a polícia catalã devia cumprir e fazer cumprir a lei espanhola.

Numa mensagem enviada hoje a todos os agentes do corpo policial da região, Albert Batlle, citado pela agência Efe, mostra-se convencido de que a polícia regional "continuará persistindo" na sua "missão de defesa da segurança e bem-estar" dos cidadãos.

A remodelação no governo regional realizada na semana passada que garantiu um maior peso aos independentistas, nomeadamente com a substituição do responsável pela Administração Interna, colocaram Albert Batlle no ponto de mira dos seus críticos.

O presidente do governo regional da Catalunha anunciou a 09 de junho último a realização de um referendo sobre a independência desta região de Espanha em 01 de outubro próximo.

Na altura, Carles Puigdemont também assegurou que o executivo regional "se compromete a aplicar" o resultado do referendo.

O Governo de Madrid considera que é "ilegal e inegociável" a realização de um referendo sobre a independência da Catalunha.

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declarar que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência, mesmo sem o acordo de Madrid.

O conflito entre Madrid e a região mais rica de Espanha, com cerca de 7,5 milhões de habitantes, uma língua e culturas próprias, arrasta-se há várias décadas, mas tem vindo a subir de tom nos últimos anos.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon