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Chicotadas psicológicas? Pedro Emanuel apoia modelo espanhol

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/06/2017 Alcides Freire

Chicotadas psicológicas são um mal que tem de ser banido do futebol português. Pedro Emanuel, em entrevista a O JOGO, assume que os treinadores também têm culpa e defende que, tal como em Espanha, em Portugal não deveria ser permitida a "dança de treinadores"

© Fornecido por O jogo

Tanto Arouca como o Nacional da Madeira, os dois clubes que desceram, mudaram três vezes de treinador ao longo da época, sem que isso tenha sido solução. Pedro Emanuel, também ele alvo de uma chicotada psicológica no Apollon, do Chipre, quando estava bem classificado e nada o fazia prever, tem a certeza que o assunto merece uma séria reflexão.

"No mínimo, são situações que nos merecem uma reflexão muito profunda. Tem de haver mais paciência. Quando estava na Académica, no primeiro ano, chegámos a estar 16 jogos consecutivos sem vencer para o campeonato e o presidente nunca colocou em causa a nossa posição à frente da equipa. Tem a ver com o projeto, com o acreditar nas escolhas que se fazem. Ele acreditou e nesse ano ganhámos a Taça de Portugal, garantimos a permanência a três jornadas do fim e a Académica foi apurada para a fase de grupos da Liga Europa. A paciência valeu a pena", começou por dizer.

"Quando se parte para um projeto escolhem-se as pessoas e traçam-se os objetivos. As coisas nem sempre correm ao ritmo que se deseja, que nesses casos é preciso dar tempo. Os dirigentes têm cada vez menos paciência. Parece que a Federação vai agora fazer um curso para dirigentes. Acho muito bem que o façam para se evitarem situações que não são boas para as equipas de futebol e para os profissionais envolvidos. No Chipre, em conversas com jornalistas, dava-lhe o exemplo de Portugal, por não haver uma troca de treinadores por dá cá aquela palha. Ainda nesta época, eles atiraram-me com essa: afinal em Portugal é a mesma coisa", rematou.

Pedro Emanuel não deixa de referir que também há culpas dos treinadores em aceitarem determinadas situações, leia-se projetos em andamento. "Às vezes, há falta de ética", preconizando um esquema como existe em Espanha e que impede essa dança de treinadores. "Aqui também devia acontecer isso, para bem dos clubes e dos profissionais."

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