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China exorta EUA a separar questão nuclear norte-coreana do comércio entre os 2 países

Logótipo de O Jogo O Jogo 31/07/2017 Administrator

A China exortou hoje os Estados Unidos a separar a questão nuclear norte-coreana das discussões sobre o comércio entre os dois países, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter acusado Pequim de inação face a Pyongyang.

"Acreditamos que a questão nuclear da Coreia do Norte e o comércio entre China e EUA são dois assuntos separados, que pertencem a áreas completamente diferentes", afirmou o vice-ministro chinês do Comércio Qian Keming, em conferência de imprensa.

Estas questões "não estão a ser abordadas juntas", disse.

Qian considerou ainda que as "relações comerciais entre China e EUA são, no geral, mutuamente benéficas" para os dois países e que os "Estados Unidos beneficiam muito do comércio bilateral e cooperação no âmbito do investimento".

O responsável chinês reagia ao comentário feito por Trump, através da rede social Twitter, no sábado.

O líder norte-americano sugeriu uma retaliação contra Pequim, acusando os líderes chineses de fazerem muito pouco para enfrentar a Coreia do Norte, depois de Pyongyang ter voltado a testar um míssil balístico intercontinental.

"Estou muito dececionado com a China. Os nossos antigos líderes, ingénuos, permitiram-lhes ganhar centenas de milhares de milhões de dólares por ano em comércio e, no entanto, não fazem nada por nós em relação à Coreia do Norte", escreveu na rede social Twitter.

"Não permitiremos que isto continue. A China poderia facilmente resolver este problema!", acrescentou.

Em várias ocasiões, Washington pediu à China para que contivesse o seu vizinho, mas Pequim, que já suspendeu as importações de carvão norte-coreano, afirma que a solução passa por dialogar.

A China é o principal aliado do regime de Kim Jong-un, mas condenou o novo teste conduzido pelo país, apelando a que respeite as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, e pediu a "todas as partes" para que exerçam moderação.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, afirmou também que a Rússia e a China são "os principais facilitadores económicos do programa de desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos da Coreia do Norte" e têm uma "responsabilidade única e especial pelo crescimento da ameaça à estabilidade regional e global".

Os EUA e a Coreia do Sul realizaram um exercício militar conjunto, no sábado, em resposta ao teste. Seul anunciou que vai acelerar a implementação no seu território do sistema antimísseis norte-americano THAAD.

Pequim reagiu de imediato à posição de Seul, afirmando que o THAAD "só vai complicar a situação".

Os EUA acusam frequentemente Pequim de protecionismo. Em 2016, o comércio bilateral registou um défice de 310 mil milhões de dólares para Washington.

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