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Cimeira do G20 começa em Hamburgo com novos incidentes nas ruas

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/07/2017 Administrator

A Cimeira do G20, que reúne em Hamburgo os líderes das principais economias do mundo e as potências emergentes, começou hoje centrada no terrorismo internacional, ao mesmo tempo que se registavam novos incidentes nas ruas da cidade alemã.

A chanceler alemã, Angela Merkel, anfitriã da reunião, recebeu os convidados no pavilhão de feiras internacional da cidade que alberga o segundo maior porto da Europa, rodeada por um forte dispositivo policial visando garantir a segurança das diferentes delegações.

Após uma primeira reunião para analisar o combate ao terrorismo internacional, os participantes vão discutir temas ligados à falta de consenso com os Estados Unidos, como o livre comércio e a luta contra as alterações climáticas.

Na quinta-feira, Merkel reuniu-se com o Presidente norte-americano, Donald Trump, para tentar aplanar o caminho para garantir o regresso dos Estados Unidos aos dois acordos, embora nada tenha ficado definido, dado que as delegações continuarão a trabalhar paralelamente ao decorrer da cimeira.

Também em paralelo às sessões plenárias, Hamburgo será cenário da aguardada reunião entre Trump e o homólogo russo, Vladimir Putin.

Antes do início da cimeira, a polícia de Hamburgo voltou hoje a recorrer a canhões de água para dispersar manifestantes que querem bloquear os acessos ao local da reunião, depois de distúrbios que resultaram em 111 agentes feridos e 44 detidos.

A polícia divulgou hoje um comunicado com a contagem mais recente dos incidentes durante a noite, protagonizados por jovens encapuzados que tomaram o controlo de uma manifestação convocada na tarde de quinta-feira sob o lema "bem-vindos ao inferno".

Ainda hoje, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, criticou o "cinismo" e a "hipocrisia" de alguns Estados membros do G20 que impedem a imposição de sanções internacionais contra os grupos que traficam emigrantes através do Mediterrâneo.

Em declarações à imprensa, Tusk disse que, na cimeira, pretende convencer os demais participantes a apoiar a imposição de sanções "dirigidas" aos traficantes.

"É o mínimo que se pode fazer a nível global. Não temos apoio sequer para fazermos este mínimo", frisou Tusk.

A União Europeia (UE) pretende congelar os bens de várias organizações ilegais e impedir deslocações dos respetivos responsáveis no espaço europeu, explicou o presidente do conselho europeu, afirmando-se esperançado em que se registem "alguns avanços".

Devemos, pelo menos, tentar convencer os nossos parceiros a serem mais sérios e menos cínicos em relação aos traficantes e aos negócios sujos", acrescentou Tusk, que indicou que as reuniões de Hamburgo vão demonstrar "se há ou não vontade dos Estados membros" do G20.

"Hoje, é muito difícil ser-se otimista" em relação ao assunto, frisou o presidente do conselho europeu, realçando que a UE já conseguiu controlar a imigração ilegal no Mediterrâneo oriental porque, aí, conta com parceiros "estáveis", aludindo à Turquia e aos países dos Balcãs, o que não sucede no Mediterrâneo central.

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