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Cimeira do Mercosul debate Venezuela e negociações com União Europeia

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/07/2017 Administrator

A crise social e política na Venezuela e as negociações com a União Europeia (UE) são alguns dos temas da 50.ª Cimeira de chefes de Estado do Mercado Comum do Sul (Mercosul), que se inicia hoje em Mendoza, na Argentina.

O Mercosul é composto por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela (suspensa do bloco). A Bolívia está em processo de adesão ao Mercosul.

A cimeira coincide com negociações em curso com a União Europeia (UE) para um acordo que inclui um tratado de livre comércio, após anos sem avanço nas negociações.

A situação política, social e económica da Venezuela, que foi suspensa do Mercosul em dezembro -- enquanto exercia a presidência rotativa do bloco -- por não ter cumprido os requisitos de adesão, também deve ser um dos principais temas e que tem sido abordado pelo bloco nos últimos meses.

Na quinta-feira, em entrevista à agência Lusa, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, declarou que a nova Assembleia Constituinte defendida pelo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, incorpora instituições eleitorais fascistas.

O Governo brasileiro, numa nota, referiu também que já pediu às autoridades venezuelanas para cancelarem a eleição da Assembleia Constituinte (marcada para 30 de julho), cujas regras "violam o direito ao sufrágio universal e o próprio princípio da soberania popular".

Os protestos contra o regime de Nicolás Maduro intensificaram-se desde 01 de abril, causando pelo menos 94 mortos.

Um dos objetivos da cimeira do Mercosul é também promover ainda uma aproximação de procedimentos com a Aliança do Pacífico, integrada por México, Chile, Colômbia e Peru, de modo a alcançar maior integração comercial.

Outros temas como a maior integração comercial e promoção dos direitos humanos e da democracia no bloco serão abordados igualmente na cimeira.

Na quinta-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Economia do bloco também estiveram reunidos em Mendoza.

Ainda na quinta-feira, houve uma reunião com os países associados ao bloco sul-americano, que são Chile, Equador, Peru, Colômbia, Guiana e Suriname.

Desde o início da semana realizaram-se diversas reuniões técnicas que acompanham as cimeiras semestrais do bloco, com os atuais membros da organização e a Bolívia.

Durante a cimeira de chefes de Estado e de Governo do Mercosul, o Brasil irá assumir a presidência semestral do bloco, substituindo a Argentina.

O Mercosul equivale atualmente à quinta maior economia mundial, com um Produto Interno Bruto (PIB) de 2,7 biliões de dólares (2,3 biliões de euros).

Nos últimos dois anos, o Mercosul recebeu 47% (2015) e 46% (2016) dos investimentos estrangeiros diretos na América Latina e Caribe e 65% (2015 e 2016) da América do Sul.

A sua população total é de 291 milhões de habitantes.

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