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Cinemateca homenageia Luís Miguel Cintra com ciclo dedicado ao ator e encenador

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/08/2017 Administrator

O ator e encenador português Luís Miguel Cintra vai ser homenageado pela Cinemateca, num ciclo que inclui filmes em que participou e outros que marcaram o seu percurso, disse hoje o diretor da instituição, durante a apresentação da temporada.

Segundo José Manuel Costa, durante o mês de setembro a Cinemateca vai debruçar-se sobre o trabalho no cinema de "uma das maiores figuras da cultura portuguesa das últimas décadas".

Com início entretanto confirmado pela Cinemateca para dia 04 de setembro, às 21:30, o ciclo dedicado ao ator e encenador incluirá 17 sessões com alguns dos momentos "mais marcantes" de um percurso realizado com cineastas portugueses e estrangeiros.

"O que nos move é a evocação da relação de Luís Miguel Cintra com o cinema", afirmou José Manuel Costa, sublinhando a "obra absolutamente gigantesca" do ator e encenador português.

A este propósito, José Manuel Costa lembra que, antes de ser um homem do cinema, Luís Miguel Cintra foi um homem do teatro, recordando o trabalho que desenvolveu durante décadas na Cornucópia, companhia que fundou com Jorge Silva Melo em 1973, tendo-se tornado "um dos maiores e mais representativos atores do cinema português".

Tudo razões que justificam o ciclo que lhe é dedicado e que abre com "Quem espera por sapatos de defunto morre descalço", realizado por João César Monteiro, em 1970.

Entre os realizadores que o dirigiram em filmes que passam agora neste ciclo, contam-se Manoel de Oliveira ("O sapato de Cetim" e "A Caixa"), João César Monteiro (de quem também será exibido "Silvestre") ou Paulo Rocha ("Pousada das Chagas, "Ilha dos Amores" e "A raiz do coração").

No entanto, o percurso do ator foi igualmente marcado pela abertura às obras de jovens cineastas, com a participação nos primeiros filmes de Pedro Costa, Joaquim Pinto, Catarina Ruivo ou Jorge Cramez.

O ciclo de cinema dá igualmente destaque a alguns títulos menos vistos, nomeadamente no que respeita a produções internacionais, como o caso de "Transatlantique", de Christine Laurent, ou de "The dancer upstairs" ("Em clandestinidade"), de John Malkovich.

O ciclo compõe-se ainda de uma "carta branca", em que foi pedido a Luís Miguel Cintra que desafiasse a Cinemateca, "dizendo quais os filmes que mais o marcaram", para serem exibidos, explicou o diretor da Cinemateca.

Trata-se de dez filmes de realizadores tão variados como Pier Paolo Pasolini ("Mamma Roma"), Roberto Rossellini ("Roma, Cidade Aberta"), Jean Renoir ("A Comédia e a Vida"), Jacques Tati ("Playtime"), Alfred Hitchcock ("Os Pássaros") ou Manoel de Oliveira ("Acto da Primavera").

A carta branca inclui ainda o filme "Fatalidade", de Josef Von Sternberg, com Marlene Dietrich, "Assim nasce uma estrela", de George Cukor, com Judy Garland, "O pecado mora ao lado", de Billy Wilder, com Marilyn Monroe, e "História Imortal", de Orson Welles, com a atriz Jeanne Moreau, que morreu no passado dia 31 de julho.

A Cinemateca homenageia a atriz, não só com a exibição deste filme de Orson Welles, inspirado na história de Isak Dinesen/Karen Blixen, mas também com a projeção de "Jules e Jim", de François Truffaut, sobre o romance de Henri-Pierre Roché, que será exibido no dia 01 de setembro, na abertura da temporada 2017/18.

A programação será disponibilizada no 'site' da Cinemateca, em www.cinemateca.pt.

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