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Cinquenta mil fãs assinalam 40.º aniversário da morte de Elvis Presley em Graceland

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/08/2017 Administrator

Cinquenta mil fãs de Elvis Presley, o "Rei" do rock n'roll, são esperados em Graceland, a mansão do músico em Memphis, nos Estados Unidos, na próxima quarta-feira, para assinalar o 40.º aniversário da sua morte.

Em 16 de agosto de 1977, Elvis Presley foi encontrado morto na sua mansão, em Memphis, no estado do Tennessee, cerca de dois meses após o derradeiro concerto do músico, em Indianápolis. Tinha 42 anos e para trás ficava uma carreira que continuaria a gerar milhões de dólares, a partir de sucessos como "Heartbreak Hotel" e "Love me tender" ou de filmes como "Jailhouse Rock".

Na próxima quarta-feira, mais de 50 mil fãs do "Rei" são esperados em Graceland, que, este ano, pela primeira vez, cobrará 28,75 dólares (cerca de 24,3 euros) de entrada, por pessoa, para a vigília e a romagem ao túmulo do músico, como noticiou a televisão canadiana CBC.

O sítio da mansão na internet, por seu lado, propõe ainda um bilhete diário de 159 dólares (perto de 134,5 euros) por pessoa, para uma visita guiada à propriedade e ao novo centro de espetáculos, onde se encontra exposto o guarda-roupa do músico e ator, os figurinos dos seus filmes, assim como os seus automóveis.

Em 2016, a revista Forbes classificou Elvis Presley como a quarta celebridade mais rentável, postumamente (antes de Prince e depois de Michael Jackson, do criador do Peanuts, Charles Schultz, e do jogador de golfe Arnold Palmer), com milhões de discos vendidos e um lucro que ronda os 27 milhões de dólares (cerca de 23 milhões de euros), sendo considerado o artista que mais vendeu na história da música.

O autor de "Death and Resurrection of Elvis Presley" (2016), Ted Harrison, citado pela agência France Presse, afirma que, "ao mencionar o apelido 'Elvis' em Pequim, na Estónia ou nas ilhas Fiji, todos o identificam, qualquer que seja a sua língua ou cultura", sinal de que o músico coninua a dominar a cultura popular e de que a sua popularidade permanece intacta.

A voz única e estilo particular de Presley, numa mistura de ritmo e blues, que casa 'gospel' com a música 'country', permitiu-lhe atravessar barreiras étnicas e sociais da sua época.

Os seus célebres movimentos pélvicos, razão da alcunha de "Elvis the Pelvis", tornaram-no objeto de fantasia, sobretudo para o público feminino, evidenciando carisma e 'sex-appeal'.

O seu contributo para o mundo da música pode ser medido pela confissão de bandas como The Beatles ou The Rolling Stones, que disseram ter sido inspiradas pelas suas canções. Segundo Bob Dylan, "a primeira perceção [da música de Elvis] foi como sair de uma prisão".

Êxitos como "Heartbreak Hotel", "Jailhouse Rock" e "Are You Lonesome Tonight" perduram, sendo muitas vezes reeditados, a pedido dos mais de 20 milhões de turistas que já visitaram a mítica Graceland, aberta ao público em 1982 pela ex-mulher Prisicilla do cantor, mãe da sua filha Lisa Marie.

Elvis Presley encarnou o sonho americano de ascensão social, passando de criança humilde a personalidade que oferecia Cadillacs a estranhos na rua. No final da sua carreira, simbolizou também a decadência norte-americana, devido a um crescente vício em drogas e isolamento, transformando-se na sombra da glória que conquistara.

As escolhas feitas durante a carreira ditaram o declínio da sua saúde. Deu o seu último concerto em 25 de junho de 1977, em Indianápolis. A 16 de agosto desse mesmo ano, foi encontrado morto na sua casa de banho, em Graceland.

As quatro décadas que passaram desde a sua morte em nada diminuíram a relevância do seu legado e o "tom moderno" das canções de Elvis, que, quando replicadas pelos seus admiradores, mantêm vivo o ídolo de milhões.

De acordo com depoimentos recolhidos pela Associated Press, aquando de uma reunião para prestar tributo a Presley, organizada por um clube de fãs nas Filipinas, diferentes países e gerações juntaram-se para falarem das suas motivações ao vestirem a pele do cantor.

Imitadores e admiradores destacaram que o objetivo "não é tentar duplicar Elvis", mas antes "reavivar as memórias deste ao público".

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