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Coletividades da Pampilhosa, Mealhada, querem centro de artes no 'chalet suisso'

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/07/2017 Administrator

A maior parte das coletividades da Pampilhosa, no concelho da Mealhada, defende a criação de "um espaço de cultura e artes" no 'chalet suisso', situado junto à linha ferroviária, naquela vila, recentemente adquirido pelo município.

Os representantes de 13 das 14 coletividades e associações culturais, recreativas e desportivas em atividade na freguesia da Pampilhosa querem que a Câmara da Mealhada transforme "o velho edifício do 'chalet suisso' numa incubadora de instituições culturais", anunciou a autarquia.

A posição foi assumida durante uma reunião, na sexta-feira, à noite, convocada pela Câmara da Mealhada, para "debater o futuro do mítico chalé, que foi mandado construir, em 1886", pelo imigrante suíço e industrial hoteleiro Paul Bergamin, e que foi adquirido, este ano, pelo município, após "anos de abandono".

Os participantes no encontro discutiram diversas propostas e concluíram que o edifício "só pode ter um uso cultural", afirma a Câmara, numa nota enviada à agência Lusa. Pelo edifício passaram, entre outros, diversos monarcas - D. Carlos e D. Amélia, por exemplo, pernoitaram nele para "reporem as forças gastas nas longas horas de viagem de comboio" e D. Amélia "dormia ali sempre que viajava" para Espanha, segundo a mesma nota.

O edifício deverá passar a "acolher instituições locais de cultura, uma biblioteca, um pequeno museu e espaços para exposições temporárias", sustentaram as associações da freguesia da Pampilhosa (também identificada por Pampilhosa do Botão).

O presidente do município, o socialista Rui Marqueiro, que também participou na reunião, assegurou que a autarquia irá "ao encontro das pretensões" dos habitantes e que a utilização do chalé não resultará de "uma (im)posição unilateral da Câmara".

Numa primeira fase, a autarquia vai "proceder à limpeza, higienização, arranjo da cobertura e selagem do prédio, para evitar maior degradação", anunciou Rui Marqueiro, adiantando que, depois, será encomendado "um projeto arquitetónico de reabilitação" a um arquiteto que dê "garantia de qualidade" e acrescente "prestígio e notoriedade" ao 'chalet suisso'.

Situado em frente à estação de comboios da vila da Pampilhosa (nó de encontro das linhas do Norte e da Beira Alta), o chalé dispunha, à sua volta, de um conjunto de infraestruturas de apoio, como "casa de telégrafo e postal", padaria, armazéns, casa de abegoaria (para guarda de gado), garagem e cocheira.

O edifício, que serviu de hospedaria e residência familiar, apresenta uma arquitetura que conjuga características alpinas dos seus telhados e estruturas de madeira, e a utilização do barro vermelho, nas fachadas, guardas e guarnições das portas e janelas, produtos da sucursal da Devesas (Fábrica Velha), estabelecida nas imediações da estação, igualmente em 1886.

O imóvel, atualmente em avançado estado de degradação, foi adquirido pela Câmara da Mealhada por 395 mil euros, na sequência da deliberação, aprovada, por maioria, pelo executivo municipal, em 12 de junho deste ano.

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