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Comando da PSP do Porto pede "pelo menos" mais 200 agentes em 2018

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/08/2017 Administrator

O comandante metropolitano da PSP do Porto, Miguel Mendes, fez hoje um "clamor de alerta", avisando que se não receber pelo menos 200 elementos em 2018 "muitas coisas terão de deixar de ser feitas".

"Em 1948 tínhamos 1.322 elementos, o efetivo atual para exatamente as mesmas áreas funcionais de comando e apoio e esquadras é de 1.349 elementos. (...) Claramente a situação que se vem consolidando merece este clamor de alerta", disse esta manhã Miguel Mendes, durante o seu discurso no púlpito em frente à Câmara Municipal do Porto, a propósito do 150.º aniversário do Comando Metropolitano do Porto.

Falando perante a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e o diretor Nacional da PSP, Luís Farinha, Miguel Mendes alertou ainda que se o Comando Metropolitano da PSP do Porto não receber "pelo menos 200 elementos no próximo ano, muitas coisas terão de deixar de ser feitas".

"Estamos em queda acelerada, pelo menos desde 2011", acrescentou, assumindo que cada vez sente menos "capacidade de voar como o falcão".

Miguel Mendes declarou que tem a sensação de que o Comando Metropolitano da PSP do Porto está perigosamente a aproximar-se do chão" de onde se terá "colossais dificuldades para descolar".

"Há anos retraímos o dispositivo, fechando 11 subunidades, para termos mais efeito para visibilidade, proatividade e reatividade. Hoje, mantendo o permanente défice de 230 homens, significa que fechamos definitivamente mais 10 esquadras", descreveu o comandante da PSP do Porto, para demonstrar que não é possível fazer mais com "cada vez menos". "Não posso exigir mais aos meus homens", concluiu.

No final do discurso, Miguel Mendes agradeceu aos seus homens pela forma "digna, empenhada, honrada e esforçada" com que continuam a entregar-se à missão diária de zelar pela segurança e defesa dos cidadãos.

"Da minha parte. Sabeis que tento tudo para vos apoiar e cumpro todas as minhas obrigações e deveres de comandante, que sou mais um sem horário e com momentos de dificuldade, mas que mau grado a espada de Dâmocles, procura zelar por esta Polícia que me merece suprema dedicação e sacrifício".

A PSP do Porto está hoje a comemorar com várias atividades os seus 150 anos de existência, designadamente a atribuição de prémios e imposição de medalhas e uma exposição dos meios da PSP na Praça General Humberto Delgado, junto ao edifício da Câmara do Porto.

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